RIO - A Transpetro, subsidiária de transportes da Petrobras, espera terminar em março a tomada de preços do aço no mercado mundial para a construção de navios incluídos no Programa de Modernização da Frota.
De acordo com Agenor Junqueira, diretor da empresa, a tomada de preços é relativa a 240 mil toneladas do insumo que serão usadas nos primeiros navios que serão construídos.
Junqueira afirmou que as siderúrgicas brasileiras também foram consultadas no levantamento, embora não tenha revelado qualquer análise a respeito dos preços colhidos até agora. O executivo participou hoje, em Niterói, no estado do Rio de Janeiro, na sede o estaleiro Mauá, do lançamento do programa de Sustentabilidade da Indústria Naval no estado, cuja primeira medida foi a desoneração das importações do aço utilizado para a indústria naval, um pleito antigo do segmento, que reclama dos preços cobrados pelas siderúrgicas brasileiras. Até então, o ICMS sobre o aço importado no Rio de Janeiro era de 15%, mais 1% destinado ao fundo de pobreza.
O presidente da Sinergy Group, controlador do estaleiro Mauá, German Efromovich, afirmou que o estaleiro tem comprado aço da China para a construção de navio e plataformas. Segundo ele, o produto chega no Brasil com preços até 30% menores que o equivalente cobrado pelas siderúrgicas nacionais. Como aço é uma commodity, esses preços variam, mas a diferença entre o produto importado e o nacional já chegou a 30%, mesmo com os impostos, disse Efromovich.
De acordo com Ariovaldo Rocha, presidente do Sindicato das Industriais do Setor Naval (Sinaval), cerca de 70% do aço consumido na indústria naval brasileira é importado. Além disso, Rocha lembrou que a desoneração de ICMS da importação pelo Rio de Janeiro pode contribuir para estimular o setor em um momento, segundo ele, favorável para a construção naval.
A capacidade da Ásia está toda tomada até 2020 e os estaleiros europeus não tem a mesma competitividade, afirmou Rocha. O secretário de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços, Júlio Bueno, disse que o setor naval brasileiro tem encomendados 70 navios para os próximos anos. Os pedidos foram feitos por empresas como Transpetro, Log-In Logística e PDVSA, dos quais, de acordo com Bueno, 60% serão construídos no Rio de Janeiro. A redução dos preços de aço cobrados pelas siderúrgicas brasileiras é um pleito antigo do setor naval. O segmento alega que para comprar aço no Brasil tem que pagar preços superiores aos valores de venda do mesmo aço para empresas estrangeiras.
22/02/2008
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