Após a decisão da Justiça que obriga a Strans a realizar licitação para escolha da empresa que ficará responsável pelo sistema de bilhetagem eletrônica, o assessor jurídico do órgão, Mário Andretti, respondeu que recorrerá da decisão porque "uma licitação agora é retrocesso".
A decisão foi tomada pelo juiz da 1ª Vara da Fazenda Pública, Othon Lustosa, em 23 de janeiro e dá prazo de 180 dias para o poder público abrir concorrência pública para a empresa que deve cuidar do sistema.
"Isso está errado porque o sistema de bilhetagem não é um serviço público. Ele fica a cargo da empresa de transporte. É uma atividade meio, não uma atividade fim, portanto, o que é público é o transporte, não o bilhete eletrônico", argumentou o assessor.
Mário Andretti ressaltou que com o sistema de integração o transporte público está avançando, portanto, realizar uma licitação iria atrasar os trabalhos. "Uma licitação agora é um retrocesso, nós estamos avançando e com a licitação, os cartões teriam que passar por uma reformulação, imagine o atraso que isso vai causar. A bilhetagem eletrônica está funcionando e tem trazido mais benefícios do que custos", destacou.
Atualmente, os usuários de ônibus precisam ter cartões eletrônicos com a marca "+ fácil" para ter direito ao vale transporte ou passe estudantil, ou adquirir o cartão expresso para usufruir da integração do transporte coletivo.
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