A Usiminas tem reunido esforços para se tornar autossuficiente em minério de ferro. Para isso, a empresa investirá R$ 4,1 bilhões até 2015. "A nossa intenção não é comprar minas porque o custo é muito alto e não agregaria valor", afirmou ontem, em São Paulo, Wilson Nélio Brumer, presidente da companhia.
Com isso, a Usiminas segue o mesmo caminho da Gerdau, que, recentemente, também se posicionou quanto à alta dos insumos e diz que deve se tornar autossuficiente em minério de ferro até 2012. Brumer destacou que a China deve ser o grande exportador mundial de aço. Somente em 2010, o país asiático produziu 626,6 mil toneladas do metal. A produção mundial total foi de 1,41 milhão de toneladas.
O volume de investimentos da Usiminas para aumento da competitividade, tirando o minério de ferro, chegará a R$ 2,6 bilhões neste ano. O crescimento da margem de lucros da companhia antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA), no primeiro semestre do ano, foi de 12%, metade do índice registrado no mesmo período do ano passado (24%). A receita líquida de abril a junho ficou em R$ 6,089 bilhões, queda de 8,14% em relação a igual período de 2010.
A Usiminas também quer chegar a autossuficiência de energia através da produção de 400 megawatts-hora (MWh). Brumer garante que a desvalorização cambial não afetará os investimentos. "Nós não trabalhamos em função do câmbio e esse está longe de ser o único problema que afeta a indústria", diz o executivo.
Sobre o aumento da participação da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) na Usiminas, para 11,29% das ações ordinárias (com direito a voto), o executivo disse que a empresa terá de aguardar o desenrolar dos fatos. "Não estamos pensando em nenhuma medida, nesse momento, para impedir a aquisição das ações", salientou o presidente da Usiminas.
Licitação de jazidas
O novo marco regulatório do setor da mineração vai determinar licitação para a exploração de algumas jazidas que hoje têm apenas autorizações. O objetivo da proposta é aumentar a competitividade no setor. O projeto, que trata da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (Cfem), ou seja, os royalties que incidem sobre os minérios, deve ser enviado ao Congresso Nacional nas próximas semanas. As áreas que terão autorização vencidas e estiverem disponíveis poderão ser licitadas, como o quadrilátero ferrífero, em Minas.
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