O modelo de financiamento público do governo oferecido às empresas que disputarão a concorrência para a construção do trem-bala será reformulado. A linha férrea de 511 quilômetros ligará São Paulo ao Rio de Janeiro.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), originalmente incumbido de conceder um empréstimo no valor de R$ 20 bilhões, será, pelo novo modelo, um mero repassador de recursos. O governo, por meio do Tesouro, assumirá o financiamento.
A mudança ocorre porque o BNDES, apesar de recente aporte de verba federal, não pode fazer empréstimo único nesse valor. A operação fragilizaria o banco, de acordo com as regras globais para prevenir a insolvência.
Com a alteração, haverá um novo atraso na licitação. O objetivo inicial era lançar o edital em agosto para dar início às obras em 2010. Agora, é certo que a inauguração não virá antes da Copa do Mundo de 2014.
Originalmente, estava previsto que o BNDES financiaria 60% dos R$ 34,6 bilhões previstos pelo governo federal na construção do TAV (Trem de Alta Velocidade).
O resto do dinheiro deveria vir de financiamento privado e de um capital próprio inicial, dos quais R$ 3,3 bilhões seriam investidos pelo governo -cerca de R$ 2,2 bi para desapropriações e outro R$ 1,1 bi através de uma empresa pública operadora-- e os outros R$ 7 bilhões do consórcio que vencesse a licitação para construir e operar o trem.
13/10/2009
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