O Tribunal de Contas da União (TCU), responsável pela fiscalização dos gastos públicos, abriu uma licitação no dia 19 de novembro, que prevê a solução de prevenção à propagação de doenças contagiosas no sistema de climatização do prédio da Corte. A inciativa tem por objetivo garantir o retorno seguro dos servidores ao trabalho presencial, em meio à pandemia de coronavírus. O valor do pregão é de R$ 2,6 milhões.
“Constitui o objeto da presente licitação o registro de preço para fornecimento e instalação de itens necessários à implantação de tecnologia conjunta de oxidação ativa do ar por foto hidroionização (PHI) e Reflective Electro-Magnetic Energy (REME) como solução de prevenção à propagação de doenças contagiosas nos sistemas de climatização dos prédios do TCU em Brasília”, diz o documento.
O recurso a ser usado pelo TCU é um grande aliado no combate a vírus e bactérias. Por meio de um sistema de purificação do ar, a foto hidro ionização promove a descontaminação de ambientes fechados, tanto do ar quanto das superfícies, diminuindo a presença de poluentes, combatendo vírus, bactérias, fungos, vírus e odores.
Questionada pelo Metrópoles sobre a periodicidade da manutenção dos climatizadores da Corte, a assessoria respondeu que o TCU a realiza de forma “constante, promovendo a limpeza e a troca dos filtros e demais componentes seguindo as periodicidades definidas nas normas técnicas de cada equipamento”.
Contudo, o tribunal justificou a necessidade de uma licitação para garantir um ambiente seguro no retorno das atividades presenciais. “A contratação em questão não constitui manutenção periódica ou troca programada de equipamentos. Trata-se de evolução dos sistemas existentes, inserindo um componente que promoverá substancial melhoria na qualidade do ar”, diz a nota.
Equipamentos
De acordo com o TCU, a solução técnica escolhida tem a finalidade de proporcionar maior qualidade do ar no interior dos edifícios do TCU, prevenindo a propagação de Covid-19 e outros vírus, bactérias e fungos, oferecendo maior proteção à saúde das autoridades, colaboradores e visitantes que frequentarem as dependências do tribunal.
Para isso, a Corte quer adquirir equipamentos para a instalação interna e também para ar-condicionados portáteis de purificação de ar. O mais caro, é o modelo Reme-Halo-Led, que custará, segundo a estimativa do edital, R$ 5,8 mil a unidade, totalizando R$ 203,2 mil em 35 itens.
“Além dessa atuação nos sistemas de ar-condicionado, o TCU adota outras medidas para evitar a propagação da epidemia em suas instalações, tais como limpeza periódica de superfícies, instalação de barreiras de acrílico nos locais de atendimento, fornecimento de álcool em gel, exigência de uso de máscara e de medição de temperatura dos frequentadores, além de campanhas de conscientização entre seus colaboradores”, finaliza a nota.
22/11/2020
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