O ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda, o ex-secretário de Transportes Alberto Fraga e o ex-diretor do DFTrans Paulo Henriue Munhoz são acusados de inchar o sistema de transporte coletivo da capital federal com 975 ônibus sem licitação. Os veículos foram incluídos no sistema a partir de 2007, quando o governo iniciou o programa de renovação da frota, e teria sido montado em reuniões da residência oficial de Águas Claras com a presença dos três e dos empresários do setor.
De acordo com a polícia, o então governador obrigou as empresas a renovar a frota e, ao mesmo tempo, manter os ônibus velhos rodando, sob ameaça de permitir o retorno das vans ao sistema e fazer licitação. Os veículos velhos foram cadastrado no DFTrans sob a condição de excepcionais, mas a polícia investiga a existência de pelo menos outros 400 carros piratas. A investigação começou em novembro de 2009, com a denúncia de um cooperado.
Nos próximos dias, a Polícia Civil vai mandar um documento para a secretaria de Transporte e DFTrans comunicando as irregularidades encontradas. Arruda, Fraga e Paulo Munhoz vão ser intimados a depor nos próximos dias. Os três já estão indiciados pelo crime de dispensa ilegal de licitação, previsto no artigo 89 da lei 8.666.
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