Setor de máquinas pede mudanças em licitações


Em meados de fevereiro, a Petrobras abriu envelopes para duas encomendas de vasos e reatores para a Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Das oito propostas, quatro eram estrangeiras, justamente as de menor preço. A grande presença de estrangeiros nessa licitação surpreendeu a indústria nacional, uma vez que trata-se de pequena concorrência de equipamentos tradicionalmente fornecidos por empresas brasileiras.
A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) teme que o fato se torne recorrente, com invasão de fornecedores estrangeiros, diante da falta de encomendas no mercado internacional e da política agressiva da Petrobras para reduzir seus custos.
A estatal já anunciou que vai renegociar todas as concorrências feitas para a refinaria, muitas delas vencidas por fornecedores nacionais, e que pode abrir outras licitações internacionais caso não chegue aos preços desejados.
tributação. "O Brasil é único país que tributa bens de capital. Como podemos ser competitivos se a Itália importa equipamentos de graça e exporta a máquina sem impostos?", questiona o diretor executivo da área de petróleo e gás da Abimaq, Alberto Machado, citando o país de origem de três dos quatro estrangeiros que participaram da concorrência para vasos e reatores - o último é indiano.
Além das concorrências para a refinaria de Pernambuco, a estatal iniciou negociações para rever os preços de encomendas para o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).
Juntas, as duas estão orçadas em mais de US$ 12 bilhões. A estatal informou que o processo ainda está em negociação e, por isso, não comenta o assunto.
Com a queda do preço do petróleo, a determinação interna é reduzir os custos de todos os contratos de fornecimento de bens e serviços.
Os primeiros envelopes de preços para a refinaria foram abertos ainda em meados do ano passado, mas, segundo a Abimaq, ainda não houve assinatura de contratos com os fornecedores de menor porte.
A entidade argumenta que a transferência das encomendas já licitadas para fornecedores estrangeiros pode provocar o fechamento de até 16 mil postos de trabalho no País.


20/03/2009

Fonte: Jornal do Commercio

 

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