A Força Aérea Brasileira (FAB) abriu uma licitação para a compra de seis gaviões da espécie Parabuteo unicinctus, conhecida como gavião-asa-de-telha, para uso em ações de segurança aeroportuária em bases militares. O processo foi publicado pela Base Aérea de Natal (BANT), no Rio Grande do Norte, no começo de maio, e faz parte de um projeto piloto da FAB que prevê o uso da falcoaria como técnica de controle de aves em aeródromos militares.
Segundo a FAB, a iniciativa está sendo conduzida pelo Comando de Preparo (COMPREP), e a Base Aérea de Natal (RN) será responsável por centralizar a aquisição das aves e realizar os treinamentos iniciais necessários. A técnica de falcoaria consiste no uso de aves de rapina treinadas para afastar outras espécies que possam representar risco às operações aéreas.
De acordo com o edital do pregão eletrônico nº 90010/2026, a Força Aérea pretende adquirir seis aves com idade entre três e quatro meses, criadas em cativeiro e destinadas à aplicação em segurança aeroportuária. O contrato também prevê transporte adequado, acondicionamento e apresentação de toda a documentação ambiental e fiscal exigida.
O gavião-asa-de-telha é uma ave de rapina de porte médio bastante utilizada em programas de manejo de fauna em aeroportos ao redor do mundo. A presença do predador ajuda a reduzir a circulação de aves próximas às pistas, diminuindo o risco de colisões entre pássaros e aeronaves, em ocorrências conhecidas na aviação como “bird strike”.
A licitação será realizada na modalidade pregão eletrônico, pelo critério de menor preço, e é destinada exclusivamente à participação de microempresas e empresas de pequeno porte.
O que é bird strike?
Na aviação, o termo “bird strike” é usado para definir colisões entre aves e aeronaves. Esse tipo de ocorrência pode acontecer durante pousos, decolagens ou até em voo, mas é mais comum nas proximidades dos aeroportos, onde há maior concentração de pássaros.
Dependendo do tamanho da ave, do número de animais envolvidos e da parte atingida da aeronave, os danos podem variar de pequenas avarias até situações mais graves. Em alguns casos, aves podem ser sugadas pelos motores, provocando falhas, danos estruturais e a necessidade de pousos de emergência.
Além do risco à segurança operacional, colisões com aves também podem gerar prejuízos milionários para companhias aéreas e operadores, devido a manutenção não programada, interrupções de voos e indisponibilidade das aeronaves.
14/05/2026
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