A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) abrirá licitação para retomada das obras de duas escolas que foram alvo da Operação Rêmora, deflagrada em maio de 2016 pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público Estadual (MPE). As obras deverão ser retomadas na Escola Estadual Benedito de Carvalho, no CPA II e na Escola Estadual Newton Alfredo de Aguiar, no CPA IV, ambas em Cuiabá.
A licitação será aberta na sexta-feira (14), às 13h30 na sede da Seduc, na modalidade de concorrência pública, para reforma geral das duas unidades. De acordo com o governo do Estado, o programa Pró-Escolas prevê R$ 360 milhões em investimentos para 140 obras, sendo 35 novas unidades escolares, 15 Centros Integrados Escola-Comunidade (CEIC), 20 quadras de esportes e reforma de 70 escolas até 2018.
A secretaria trabalha desde setembro de 2016 para a retomada das 16 obras que tiveram contratos envolvidos no esquema investigado pelo MPE. Até o momento duas foram concluídas: a Escola Estadual André Maggi, em Rondonópolis, e a Escola Estadual Santa Claudina, em Santo Antônio do Leverger.
Rêmora
O Gaeco deflagrou a Rêmora em maio de 2016, desmantelando um esquema de desvios instalado na Seduc. O então secretário de Educação, Permínio Pinto, foi afastado do cargo após a deflagração da primeira fase, e preso na deflagração de uma segunda fase. Ele foi substituído por Marco Marrafon, atualmente no comando da secretaria. Outros servidores e empesários também foram presos.
A organização era composta por três núcleos: de agentes públicos, de operações e de empresários. O primeiro, após receber informações privilegiadas das licitações públicas para medições e reformas de escolas públicas estaduais, organizava reuniões para distribuir as respectivas obras para empresas que integravam o núcleo de empresários.
Os agentes públicos repassavam informações privilegiadas das obras que ocorreriam e garantiam que as fraudes nas licitações tivessem êxito, além de ter acesso e controlar os recebimentos dos empreiteiros para garantir o pagamento da propina. Já o núcleo de empresários, que se originou da evolução de um cartel formado pelas empresas do ramo da construção civil, se organizava para evitar a competição, beneficiando todos os grupos envolvidos.
O grupo planejava fraudar licitações que totalizavam R$ 56 milhões e chegou a desviar, segundo os delatores do esquema, ao menos R$ 1,2 milhão.
13/07/2017
17/07/2026
Estado abriu licitação de R$ 20 milhões para construir CAPS I e CER IV em Guanambi
A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) a...17/07/2026
Bonito abre licitação de R$ 5,7 milhões para construir 40 casas populares
A Prefeitura de Bonito, no Agreste de Pernambuco, ...18/07/2026
Eduardo Braga anuncia licitação do Porto de Eirunepé, uma das maiores obras do município
Manaus (AM) – O senador Eduardo Braga anunciou a a...17/07/2026
Empresas têm até o dia 25 de agosto para apresentar propostas em licitação de obras em 10 ruas..
Está marcado para o dia 25 de agosto a abertura da...