A Prefeitura de São Paulo decidiu adotar parquímetros eletrônicos para modernizar a cobrança de Zona Azul na cidade, feita há décadas por meio de talões de papel.
Comuns nos EUA, Europa e em algumas cidades brasileiras, esses equipamentos registram os horários de estacionamento em vias públicas e permitem o pagamento por período utilizado.
Flanelinha cobra 6 vezes mais por folha de Zona Azul
Os fornecedores serão escolhidos via licitação, que destacará uma empresa para explorar o serviço.
O primeiro passo será uma uma audiência pública, dia 20, em que o sistema será apresentado. O edital será publicado em seguida.
O modelo ainda será escolhido. Hoje existem equipamentos que imprimem comprovantes que precisam ser deixados no carro e outros em que o controle é digital. A forma de pagamento varia: dinheiro, cartões ou celular.
O edital irá prever que os investimentos, como o fornecimento dos parquímetros, sejam feitos pela iniciativa privada, em troca de uma porcentagem da arrecadação.
São Paulo tem hoje cerca de 37 mil vagas de Zona Azul. Será necessário instalar ao menos 2.000 parquímetros.
A tarifa hoje é de R$ 3 por folha, em geral por uma hora de estacionamento. Em 2012, a cobrança gerou R$ 63,7 milhões. A taxa de lucro é de 50%.
Os parquímetros são usados em mais de 20 cidades do país, como em Porto Alegre e no ABC Paulista.
PRÓS E CONTRAS
Os defensores argumentam que ele permite uma taxa mais justa, pois há cobrança proporcional.
Alegam ainda que acabam com a dificuldade de achar pontos de venda. Outro benefício é inibir flanelinhas que cobram taxas exorbitantes –como o dobro do preço oficial, em locais concorridos.
Os críticos questionam a partilha das receitas. Há cidades em que concessionárias ficam com 95%.
Criticam ainda o fato de que algumas prefeituras adotam uma tolerância, na qual motoristas que não pagaram ficam livres da multa prevista no Código de Trânsito desde que paguem uma taxa antes da infração ser lavrada.
A primeira tentativa de implantar Zona Azul eletrônica ocorreu com o então prefeito Celso Pitta, em 1997. Em 2003, a gestão Marta Suplicy (PT) tentou fazer o mesmo, mas a licitação foi cancelada após questionamento na Justiça.
Em 2012, a gestão Gilberto Kassab (PSD) chegou a testar o sistema, mas desistiu.
06/01/2014
03/03/2026
Nova Veneza vai restaurar a Ponte dei Morosi: 'O amor pode ser eterno, mas exige manutenção'
A Prefeitura de Nova Veneza fará a restauração de ...04/03/2026
Prefeitura lança edital de licitação para construção do Hospital Municipal na próxima semana
A Prefeitura de Feira de Santana vai publicar, na ...04/03/2026
Governo publica nova licitação para construção dos terminais do BRT
A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logísti...03/03/2026
Prefeitura de Lages lança edital para construção de 43 casas e intensifica investimento para..
A Prefeitura de Lages intensifica a política de en...