SÃO PAULO - O decreto municipal que obriga locais com freqüência diária de 1.500 pessoas ou mais a ter desfibrilador é de janeiro de 2006, mas o Poupatempo de Santo Amaro, por onde passam 12 mil por dia, ainda não tem. Nesta segunda-feira, o aposentado Antonio Neves, de 66 anos, morreu dentro da unidade do Poupatemp o quando tentava tirar a segunda via de sua carteira de identidade.
De acordo com nota oficial emitida pela Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo (Prodesp), responsável pelos Poupatempo, a empresa ainda está com o processo de licitação para a compra de 16 desfibriladores inacabado. Segundo a nota, "este processo ainda não foi concluído devido a inúmeros questionamentos das próprias empresas licitantes".
O idoso foi socorrido por um médico do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) que estava de plantão para realizar exames para a carteira de motorista. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) da Prefeitura foi chamado, conforme o "procedimento padrão" do Poupatempo.
O decreto, assinado pelo então prefeito José Serra, diz: "Os estabelecimentos (...) deverão manter aparelho desfibrilador externo automático em suas dependências, estabelecendo um fluxo que permita a disponibilidade ao paciente em até 5 minutos após constatado o evento".
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