A Prefeitura de Campinas reabriu nesta quinta-feira (9) a licitação para as obras da primeira fase de revitalização do Parque Ecológico Monsenhor Emílio José Salim, orçadas em R$ 1,56 milhão. O certame havia sido suspenso em junho para revisão das especificações técnicas do edital, e foi marcado para o dia 13 de dezembro a abertura das propostas dos interessados. As obras se concentrarão, na primeira fase, na reforma das seis quadras poliesportivas, das pistas de skate e bocha, do campo de futebol e a pavimentação de trecho de pista de caminhada.
Os recursos foram repassados pelo governo do Estado, dentro de um pacote que prevê R$ 8,59 milhões de investimentos na revitalização e reforma do parque, que inclui também, em fases posteriores, o restauro da casa sede da antiga Fazenda Mato Dentro. Um acordo entre Prefeitura e Estado permitiu municipalizar a gestão do Ecológico em dezembro de 2014.
Desde que a Prefeitura assumiu a gestão, algumas melhorias foram feitas, como iluminação, mas o estado das quadras está precário, por causa do desgaste do tempo.
A previsão é que a primeira fase seja concluída em nove meses, contados a partir da assinatura do contrato de obras, o que remete a entrega das quadras para o segundo semestre de 2017. A segunda fase da reforma, que ainda não tem data para ser licitada, incluirá a troca do alambrado, que atualmente está instalado com estacas de madeira, por peças de concreto e tela metálica. Toda a área será cercada. O casarão e o auditório serão restaurados na próxima fase.
Impasse
Um impasse administrativo sobre a gestão do parque contribuiu para a degradação do espaço. Até 2014 a área era gerida pelo governo do Estado e estava em total abandono. Montante de lixo, móveis quebrados e mato alto se acumulavam no espaço. As alamedas vazias denunciavam a precaridade das dependências com vidros quebrados, muros em ruínas, mesas arrebentadas, paredes sujas. Com a municipalização da gestão, algumas reformas foram iniciadas e o parque passou a ter segurança. Antes, o local era alvo de vandalismo e até incêndios propositais.
Com uma área de 110 hectares e projeto paisagístico de Roberto Burle Marx, a implantação do Parque Ecológico visou a recuperação e repovoamento vegetal de uma área de 2,85 milhões de metros quadrados, com 1,1 milhão de metros quadrados aberto ao público, com espécies da flora brasileira, espécies nativas da região da bacia do Rio Piracicaba e algumas espécies exóticas, em especial as palmeiras.
O Parque Ecológico abriga também exemplares tombados e restaurados da arquitetura campineira do século 19, entre eles, o Casarão, a tulha e a capela da antiga Fazenda Mato Dentro, espaços que integram um Museu Histórico Ambiental e o desenvolvimento de diversos programas de educação ambiental. Área da antiga Fazenda Mato Dentro, depois incorporada à Secretaria da Agricultura do Estado, como Estação Experimental do Instituto Biológico (a partir de 1937), e mais recentemente, à Secretaria do Estado do Meio Ambiente.
O Parque Ecológico nasceu de um decreto do governo estadual de 1987 com o propósito de preservar e recuperar valores arquitetônicos e paisagísticos da região.
Teatro de Ópera continua indefinido
Com quatro adiamentos, o último há quatro meses, a Prefeitura ainda não sabe quando retomará a concorrência para a escolha da empresa que construirá o Teatro de Ópera Carlos Gomes, no Parque Ecológico Monsenhor Emílio José Salim. Com os adiamentos, já não há previsão de prazo de quando a cidade terá um novo teatro, com capacidade para 1.250 lugares.
Procurados nesta quinta-feira, os secretários de Cultura, Ney Carrasco, e de Administração, Sílvio Bernardin, não souberam informar porque a licitação não é retomada. Desde março do ano passado, a Prefeitura tenta levar adiante o certame, período em que chegou a anular o processo porque foram constatados problemas no projeto básico e na planilha orçamentária. Não há prazo para a retomada da licitação. (MTC/AAN)
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