Desde o início do ano, parte das 70 câmeras de monitoramento instaladas em Maringá tem apresentado problemas. Atualmente, ao menos 40 estão quebradas. Para retomar o serviço, a Prefeitura de Maringá publicou um edital de licitação que prevê o pagamento de até R$ 880 mil durante o ano de 2018.
A concorrência foi marcada para o dia 10 de janeiro de 2018 e, se a administração municipal não enfrentar dificuldades com impugnações e ações judiciais, o trabalho de monitoramento que auxilia a Guarda Municipal, tende a ser retomado até fevereiro, conforme afirmou o prefeito Ulisses Maia (PDT), em entrevista ao Maringá Post.
O custo de manutenção previsto é de cerca de R$ 1 mil ao mês para cada uma das câmeras. Por meio das imagens, a Guarda Municipal já conseguiu flagrar várias situações de tráfico de drogas e furtos.
Os registros ajudaram a solucionar o caso do furto milionário de jet skis, quadriciclos e motores de barco numa empresa de produtos náuticos e foram reveladas as causas de vários acidentes de trânsito.
Segundo o edital, o contrato com a empresa vencedora irá incluir o serviço de treinamento mensal de doze operadores do quadro da Guarda Municipal.
A cada mês, serão abertas novas turmas. O objetivo é capacitar o maior número possível de agentes para realizar o trabalho de vigilância dos monitores.
Previsão de mudanças nos locais de monitoramento
Dentro do processo licitatório, a empresa que vencer também ficará responsável pela mudança de local das câmeras de monitoramento. O serviço poderá ser solicitado a critério da administração municipal.
Com o novo contrato, também é prevista a limpeza de lentes e equipamentos mensalmente, bem como a manutenção preventiva nas 70 câmeras de monitoramento existentes na cidade. Softwares e nobreaks são outros itens que poderão ser substituídos, se necessário.
Câmeras de monitoramento são polêmica antiga
Em fevereiro de 2013, quando foi aberto o processo de licitação para a instalação das primeiras câmeras de monitoramento, em Maringá, o Observatório Social apontou indícios de irregularidades e tentou impugnar a concorrência.
O pedido não foi acatado e, posteriormente, o caso foi levado ao Ministério Público, que passou a investigar. Um do pontos mais intrigantes apontados foi a instalação de postes de 9 metros no lugar dos licitados de 12 metros, num sobrepreço de quase dez vezes.
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