A Companhia Docas do Rio vai licitar uma área equivalente a dois terços do terminal público do Porto do Rio de Janeiro para as atividades realizadas em alto-mar.
O objetivo é instalar no local um apoio para embarque de equipamentos e demais cargas destinadas às plataformas de petróleo que vão operar na camada pré-sal da Bacia de Santos, informou o diretor-presidente da companhia, Jorge Luiz de Mello, em entrevista à imprensa nesta segunda-feira (19) nas comemorações do centenário do porto.
Segundo ele, a Petrobras já está realizando operações no local, pagando tarifas portuárias comuns, nos últimos 60 dias, como teste.
- Agora, o jurídico da Petrobras e o jurídico de Docas estão avaliando o lançamento desta licitação, que deve ocorrer nos próximos meses.
De acordo com Mello, a estatal de petróleo movimentou em torno de 5.000 toneladas de cargas nos dois meses de teste, mas o volume "é o menos importante".
- O valor das máquinas e equipamentos que por ali passam é que são o pesado da operação.
Ele não soube estimar qual a capacidade que deverá ser movimentada pela estatal após a licitação da área, mas acredita que a companhia vai demandar outros terminais para atender suas atividades no pré-sal, além dos já existentes e também do porto do Rio.
- Não posso transformar todo o terminal público em privado. Certamente a demanda da Petrobras será maior do que a capacidade que podemos oferecer.
Ainda nesta etapa de testes, os suprimentos que estão passando pelo porto do Rio servem para atender a 12 plataformas de perfuração e exploração que estão atuando no pré-sal de Santos.
O objetivo é que a área a ser licitada atenda as necessidades de 28 plataformas que vão operar a produção no pré-sal de Santos até 2012. Segundo Mello, não haverá necessidade de remanejamento de cargas para disponibilizar a área.
- Vamos usar capacidade ociosa, além de demolir alguns armazéns que antes eram utilizados para depósito de minério de ferro e que já foram destinados a outras áreas do porto.
Ainda não há estimativas sobre quanto será investido nesta nova atividade offshore do porto do Rio.
Para os próximos quatro anos, o porto vai receber cerca de R$ 600 milhões em obras de modernização, que incluem a construção de um edifício-garagem no terminal da Multicar e o aterramento de uma área encostada no antigo estaleiro Ishibrás - hoje arrendado pela Petrobras - para a construção de novos pontos de armazenamento de contêineres.
As estimativas são de que as obras permitam elevar até seis vezes a movimentação de contêineres e em pelo menos 50% o embarque de veículos no Porto do Rio.
Segundo Mello, depois da queda de cerca de 30% na movimentação de cargas sobre o ano anterior, por conta da crise econômica mundial, no ano passado, os portos do Rio de Janeiro deverão se recuperar em 2010 e devem fechar o ano já bastante próximos ao volume registrado em 2008.
- Pela movimentação do primeiro semestre podemos dizer que há uma tendência de recuperação, mas ainda não de superação do volume movimentado em 2008.
19/07/2010
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