A Polícia Federal deflagrou hoje em Roraima, Paraná e Amazonas a Operação Metástase e prendeu 35 pessoas acusadas de sonegação fiscal, uso de falsos documentos e participação em fraudes em licitações da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) de Roraima. A operação recebeu o nome de metástase por ter ramificações nos três Estados.
Os presos no Amazonas foram os donos da empresa de aviação Amazonave, os irmãos Antônio e Geraldo Picanço. Ambos estão em prisão temporária na sede da PF em Manaus, mas devem ser transferidos para Boa Vista até o fim desta semana. De acordo com o advogado dos empresários, José Alberto Simonetti, seus clientes afirmam nunca terem prestado nenhum serviço à Funasa de Roraima, apenas à do Amazonas.
O delegado responsável pela investigação no Amazonas, Humberto Ramos, afirmou que as licitações fraudulentas foram realizadas com empresas da construção civil, distribuidoras de alimentos e de transporte aéreo, como a Amazonave. "O esquema consistia em licitações viciadas e encabeçadas por uma quadrilha em Roraima, que tinha conexões com a Funasa do Amazonas para que determinadas empresas participassem de licitações direcionadas em Roraima e vice-versa no Amazonas", explicou Ramos.
25/10/2007
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