A presidente interina da Petrobras, Graça Foster, disse ontem que a direção da estatal não vê necessidade de cancelar a licitação para escolher as agências de publicidade que vão servir a empresa. Houve vazamento de informação no processo.
Segundo a executiva, essa recomendação partiu da área jurídica da companhia, que sugeriu avançar com as demais etapas do processo de licitação antes de tomar qualquer decisão final sobre o caso.
Indagada pela Folha, Graça não explicou como houve o vazamento do nome das três mais bem classificadas na etapa decisiva da concorrência (que valia 70 pontos de 100 possíveis) por um site especializado. Nessa etapa, levaram vantagem Heads, Dentsu e Quê.
O que causou forte reação das agências envolvidas na licitação foi o fato de, pelas regras da concorrência, a comissão de licitação não saber perviamente de quem era cada proposta. Isso porque os envelopes estavam lacrados e identificados só por um número, correlacionado a uma determinada agência sem o conhecimento dos membros da comissão.
Desde o vazamento, a Petrobras não explicou nem em nota nem na entrevista de ontem como alguém conseguiu obter o nome das três mais bem classificadas e mais fortes candidatas a levar ou manter a conta da Petrobras, hoje sob responsabilidade da Heads, Quê e F/Nazca, única que, possivelmente, perderá o cliente.
Segundo os licitantes, as três vencedoras da etapa concluída na semana passada obtiveram notas tão altas que dificilmente serão derrotadas na próxima fase, que apenas avalia a capacidade de atendimento das agências. O último passo da licitação será a avaliação da proposta comercial.
R$ 250 milhões
Em jogo, está uma verba publicitária anual de pouco menos de R$ 250 milhões, que foram rateados quase que igualitariamente entre as três agências no ano passado. Em 2009, os recursos foram divididos da seguinte forma: a F/Nazca ficou com R$ 83.157.765, a Quê obteve R$ 82.824.650,00, e a Heads administrou uma verba de R$ 81.409.333.
A reação da Petrobras frustrou as outras agências, que esperavam o cancelamento da concorrência. Desde o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, são realizadas licitações para a seleção de agências de publicidade, e a conta é compartilhada por mais de uma empresa.
Contudo, essa foi a primeira vez que uma informação dessa natureza vazou antes da abertura dos envelopes.
Em reservado, dirigentes das agências dizem que estudam ingressar com recurso à comissão de licitação para anular essa etapa da concorrência.
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