A queda de braço da Petrobras com fornecedores por preços menores em novas contratações de oito navios-plataforma, chamados de FPSOS (Floating Production Storage Offloading), vem esquentando e deve fazer com que as contratações da estatal sejam adiadas. Enquanto os fornecedores ameaçam esvaziar a licitação dos oito navios, que vão atuar na camada pré-sal da Bacia de Santos, fonte da Petrobras diz que não está descartado o adiamento da licitação, se os preços não forem satisfatórios.
Segundo fontes do setor, das 13 empresas convidadas a disputar a licitação, apenas quatro (sem experiência anterior nesse tipo de construção) vão apresentar no dia 14 a documentação para a disputa da obra, avaliada pelo mercado em cerca de US$ 7 bilhões só para a construção dos oito cascos. Considerando o sistema completo de produção, o investimento neste equipamento atinge US$ 15 bilhões.
A Petrobras não comentou o assunto. Segundo uma fonte da estatal, “é bem provável que a licitação seja cancelada” se os preços não chegarem ao limite imposto pela empresa em seu orçamento. Segundo o Estado apurou, esta linha de corte estaria na casa dos US$ 550 milhões por casco. Mas as empresas afirmam que dificilmente um casco saia por menos de US$ 800 milhões, valor que vem sendo negociado no mercado internacional por unidade semelhante. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
06/04/2009
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