Parobé – A pandemia tem exigido esforço a mais dos poderes públicos para custeio de despesas básicas da população, que sofreu com perda de emprego, redução de salários e, até mesmo, com mortes de familiares. Para conseguir prestar apoio, por exemplo, em um momento delicado e de dor para as famílias em situação de vulnerabilidade social, Parobé tem custeado, de forma integral, o velório e sepultamento parentes.
Nos meses mais intensos da pandemia, esse auxílio aumentou de forma significativa. O vice-prefeito e secretário de Assistência Social, Alex Bora, conta que, atualmente, o município custeia cerca de cinco funerais por mês. “Mas chegamos a ajudar de 8 a 10 por mês no período mais crítico da pandemia”, conta ele. Para auxiliar nessa demanda, foi aberto uma nova licitação de 100 funerais, cuja previsão é de que sejam utilizados no prazo de um ano, em um valor estimado de R$ 100 mil. “É uma estimativa, mas haverá ajustes, conforme a necessidade”, pontua.
Em Parobé, os sepultamentos custeados para as famílias em vulnerabilidade ocorrem no Cemitério Municipal, que fica na localidade do Morro da Pedra. “A ajuda é de 100%, a dispensa é total, tanto da taxa de cemitério como do auxílio funeral por um todo. Nós fizemos uma licitação pela execução dos serviços de forma parcelada para a Prefeitura, com a licitação de 100 serviços; utilizando conforme a demanda. No entanto, para as famílias que recebem este auxílio, não há nenhum gasto”, destaca o vice-prefeito.
“Proporcionar uma despedida digna”, diz Alex Bora
Como chefe da pasta da Assistência Social, Alex pontua que na sua secretaria, em razão da pandemia, a demanda tem aumentado de 400 a 500%. “Como eu costumo dizer, os que mais foram afetados na pandemia foram a Saúde e Assistência Social, com a demanda aumentada de 400 a 500% no uso da Assistência. É um aumento considerável e, justamente por isso, fizemos essa licitação com estimativa de um ano, para conseguir que as famílias que já passam por tanta dificuldade, consigam fazer um enterro digno aos seus entes”, disse ele, citando que a ajuda emociona tanto as famílias como a Administração. “São famílias que precisam, que já perderam emprego, não conseguem manter o sustento da casa e, ainda, sofrem o luto pela perda de um ente querido, e sem conseguir proporcionar uma despedida digna. Apesar do momento difícil, pelo que tenho conversado, as famílias se sentem melhor ao receberem esse auxílio; é a forma que podemos ajudar”, completou.
06/08/2021
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