A lista do TCU gerou críticas dos ministros Dilma Rousseff (Casa Civil) e Paulo Bernardo (Planejamento). Eles acusaram o tribunal de atrasar obras públicas e até torná-las mais caras.
Responsável pelo maior número de obras com indícios de irregularidades graves, o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) informou que já encaminhou esclarecimentos ao TCU e aguarda a liberação das obras. Segundo o departamento, os preços da construção da BR-317 já teriam sido repactuados.
De acordo com a Infraero, as duas obras do PAC com irregularidades mais graves listadas pelo TCU já estão paralisadas desde o ano passado. No caso do aeroporto de Vitória (ES), uma nova licitação está em curso. No aeroporto de Guarulhos (SP), a retomada das obras depende de resposta da Justiça.
O ministro Márcio Fortes (Cidades) disse que a obra de saneamento de Teresina (PI) entrou na lista por causa de disputa entre empresas licitadas pelo governo estadual.
O Ministério da Integração Nacional disse que enviou explicações ao TCU e aguarda liberação das obras.
A Petrobras negou superfaturamento, sobrepreço ou qualquer irregularidade em suas obras. Atribuiu os apontamentos do TCU a "interpretações divergentes". "Os critérios utilizados pelo tribunal são insuficientes para suas obras, de grande complexidade e com especificidades próprias", disse.
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