Oito empresas foram qualificadas para participarem da licitação presencial para gerir a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Padre Roberto, em Divinópolis. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (24). O certame será realizado no dia 8 de julho.
Além do preço, a empresa vencedora deverá as exigências previstas na portaria do Ministério da Saúde. As oito empresas qualificadas poderão agendar visitas à UPA a partir desta segunda-feira, para conhecer as instalações e como funciona o trabalho no local.
Segundo o Executivo, atualmente a gestão da unidade é de responsabilidade da Santa Casa de Formiga. Contudo, o contrato terminará em 29 de setembro e não será renovado. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), 11 empresas participaram da licitação.
A Semusa destacou que não mantém contato direto com nenhuma das empresas participantes da licitação. As dúvidas e informações serão divulgadas por notas oficiais aprovadas por comissão de licitação.
O certame será realizado na Sala de Licitações da Semusa, que fica na Rua Minas Gerais, 55.
Problemas na UPA
A UPA Padre Roberto foi inaugurada no final de março de 2014 e tem capacidade para atender 450 pessoas por dia para atendimentos de pediatria, clinica médica, cirurgias de traumas e ortopedia. A unidade conta com 27 leitos de observação, sendo sete para crianças e 20 para adultos.
Atualmente, a UPA é administrada pela Santa Casa de Caridade de Formiga. No entanto, a instituição enfrenta uma crise financeira que culminou no atraso de salários e restrição do atendimento a casos de urgência e emergência no ano passado.
Além disso, o G1 divulgou nos últimos anos denúncias de prestação de serviço precária, filas, falta médicos, vagas e atendimento demorado.
Em abril de 2018, um relatório feito pela Comissão de Saúde da Câmara de Divinópolis apontou a existência de diversas irregularidades na estrutura física da UPA.
Reivindicações
No dia 14 de novembro de 2018, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e a Prefeitura de Divinópolis realizaram uma reunião em que ficou definido que a Semusa teria 30 dias para apresentar um plano com soluções para os problemas da UPA da cidade.
No final de novembro do mesmo ano, os médicos da UPA Padre Roberto iniciaram uma Operação “Tartaruga”. Eles reivindicavam o pagamento de salários atrasados. Somente casos de urgência e emergência, classificados pelo protocolo de Manchester com as cores amarelo, laranja e vermelho, eram atendidos.
24/06/2019
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