RIO DE JANEIRO, 8 Mai (Reuters) - Um novo adiamento do leilão de energia nova A-5 não está descartado, já que ainda depende da concessão de licenças ambientais, informou a Empresa de Pesquisa Energética (EPE).
O leilão, que aconteceria em 26 de abril, foi adiado para 16 de agosto.
No entanto, para a realização do certame, com prazo de entrega de cinco anos, o governo aguarda a emissão da licença ambiental prévia para três hidrelétricas: São Manoel, Sinop e Cachoeira Caldeirão, informou nesta terça-feira o presidente da EPE, Mauricio Tolmasquim.
Atualmente o governo só tem licenciadas duas usinas do Complexo Hidrelétrico do Parnaíba, licitadas no leilão do ano passado, mas não arrematadas.
“"Caso não saia a licença prévia, temos que decidir se haverá leilão sem hídricas ou se adiará de novo", afirmou o executivo, durante participação no Enase, evento de eneria elétrica no Rio de Janeiro.
Segundo Tolmasquim, as usinas de Sinop e Cachoeira Caldeirão estão com o licenciamento mais adiantado, mas a de São Manoel ainda não teve realização de audiências públicas -uma das etapas do processo de licenciamento.
Além disso, o governo ainda aguarda a decisão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) sobre as autorizações para as termelétricas a óleo da Bertin, que estão com atrasos na implantação e poderiam abrir espaço para solucionar a sobrecontratação das distribuidoras.
No entanto, o principal fator para o adiamento do leilão é basicamente a oferta hidrelétrica.
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