A promotoria criminal de Porto Alegre denunciou 14 pessoas pelo desvio de mais de R$ 416 mil devido a fraudes em concorrências da Fundação Estadual de Amparo a Pesquisa do Rio Grande do Sul (Fapergs). Alguns dos envolvidos são sócios de empresas que participaram de licitações na Fundação.
A denúncia do Ministério Público tem por base uma sindicância realizada pela própria entidade. A investigação aponta que empresas eram aliciadas para participar de licitações em que o vencedor já estava decidido. Ao participar do esquema, os donos das empresas recebiam uma comissão de 10% sobre o total da compra.
De acordo com a promotoria, o ex-chefe do Almoxarifado Ricardo Saraiva tinha um papel de relevância no esquema por atestar o recebimento de mercadorias pela Fapergs quando o material não era entregue realmente. A quebra de sigilo bancário do funcionário mostra que, entre 1997 e 2001, foram depositados na conta dele cerca de R$ 116 mil.
A investigação mostra que o dinheiro foi originalmente destinado ao pagamento de fornecedores envolvidos no esquema e depois repassado ao chefe do Almoxarifado. Ricardo Saraiva disse que ainda não foi notificado oficialmente pela Justiça e se negou a comentar o assunto.
A investigação do MP conclui que, em quatro anos, houve desvios em 132 compras realizadas pela Fapergs. A entidade é vinculada a secretaria de Ciência e Tecnologia do Estado e tem por função desenvolver a pesquisa em todas as áreas do conhecimento.
13/12/2005
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