Licitações de áreas de Petróleo e Gás Natural em 2011


O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou que a 11ª rodada de licitações de áreas de petróleo e gás natural no Brasil vai ser realizada este ano se a presidente Dilma Rousseff assinar a autorização no prazo de um mês. Segundo ele, a presidente ainda não assinou a autorização pelo mesmo motivo que vem deixando várias demandas do ministério aguardando: falta de tempo.
"Não foi apenas isso que ela não assinou ainda, ela quer examinar pessoalmente", afirmou o ministro a jornalistas nesta quinta-feira, durante posse do novo presidente da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), Manoel Barretto.
"A rodada será este ano, a não ser que ela fale que não quer, mas se ela decidir dentro de um mês faremos a rodada ainda este ano", informou.

ANP
O diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, Haroldo Lima, afirmou nesta quinta-feira que está preocupado com demora na formalização do leilão pelo governo.
Passados dois meses da reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) em 28 de abril, que decidiu pela realização do leilão, a presidente Dilma Rousseff ainda não assinou a autorização para publicação do edital, que já está pronto na autarquia. "Isso é absolutamente inédito. Nunca se demorou tanto a publicar o edital depois do CNPE autorizar", observou Lima nesta quinta-feira.
Ele disse desconhecer o motivo do atraso, mas afirmou que "ouviu dizer" que a presidente teria pedido para ler com minúcia todo o material do leilão e "estaria muito ocupada". Pelas regras da ANP, o leilão é realizado 120 dias depois da publicação do edital.
Segundo Lima, todo o cronograma do edital terá que ser revisto e a tendência é que fique mais para o final do ano, talvez novembro, uma época que o diretor não considera favorável. "Atraso de dois meses traz um certo problema, traz prejuízo. Nosso cronograma previa final de setembro começo de outubro, já não vai dar mais, está prejudicado", disse o executivo. "O final do ano já não é tão bom para leilão", completou.

Petroleiras
Lima afirmou que muitas empresas do setor tem procurado a ANP com preocupações sobre o leilão. "Tem muita gente interessada em participar, estamos levando a leilão áreas de nova fronteira na margem equatorial, tem muito interesse", afirmou, descartando que o temor do governo seria um eventual fracasso da oferta, por não conter áreas do pré-sal da costa brasileira.
Ele lembrou que a 11ª rodada está concentrada na venda de blocos no Norte e Nordeste do país, regiões que precisam ser desenvolvidas. "Essa licitação vai trazer investimento para o norte e nordeste do Brasil. O Sudeste já tem o pré-sal, tem que levar riqueza para todas as áreas da Nação", disse Lima.
A 11ª rodada marcaria a retomada dos leilões do governo federal de áreas de petróleo. O último evento do tipo ocorreu em 2008, mas só com áreas em terra, menos atraentes.
Entidades como o IBP (Instituto Brasileiro do Petróleo), que reúne petroleiras que operam no Brasil, dizem que a interrupção dos leilões afeta o planejamento de investimento das companhias no país.


30/06/2011

Fonte: Monitor Mercantil

 

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