Depois de a União não licitar um contrato de R$ 161 milhões para a segurança dos Jogos, a Prefeitura do Rio fez a mesma coisa, em negócios que somam R$ 134 milhões.
Na construção do estádio Engenhão, o município transferiu cerca de R$ 60,5 milhões antes destinados a um grupo de empreiteiras (Delta, Recoma e Racional) para outro (OAS e Odebrecht). Os dois consórcios haviam vencido licitações para fases anteriores da obra.
A prefeitura também liberou R$ 20 milhões para, de acordo com o prefeito Cesar Maia, "reforço de estrutura de soldas".
O prefeito justificou a medida com o acidente no metrô de São Paulo. "Foi em função do caso do metrô. Desta forma, não cabe licitação, pois só a mesma empresa [responsável pela primeira parte do trabalho no Engenhão] pode fazer". Maia não explicou se o projeto da estrutura estava errado.
Ele anunciou que haverá dispensa de licitação nas obras de R$ 53 milhões que a União assumiu na infra-estrutura na Vila do Pan, mas cuja gestão é do município. "Informamos que não há tempo de licitar e entregá-las em julho. Fomos autorizados a receber os recursos e usar as empreiteiras que já estão trabalhando na área."
Até ontem a prefeitura não confirmara o recebimento do dinheiro para as obras na Vila.
O ministro Orlando Silva (Esporte) afirmou ontem no Rio que a União não arcará com as obras do Pan na Marina da Glória que a prefeitura não quer pagar. O local será utilizado pelos iatistas.
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