Hidrovia Brasil-Uruguai terá licitação em 4 meses


O edital de licitação para viabilizar os serviços de dragagem e sinalização do trecho III da Hidrovia Brasil-Uruguai, que prevê a ligação da lagoa Mirim com a Lagoa dos Patos, deve acontecer neste semestre. A informação é do superintendente da Administração das Hidrovias do Sul, Elói Spohr. São 70 quilômetros de extensão do canal São Gonçalo, em Pelotas, e outros 190 quilômetros da lagoa Mirim, no Sul do Estado. Serão investidos R$ 37 milhões nas obras.

"A licitação estava prevista há dois anos no orçamento do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte), mas faltava licença ambiental, agora temos autorização", justificou o superintendente sobre a demora de um dos projetos mais importantes de infraestrutura de transporte do Estado.

De acordo com o Estudo de Viabilidade Técnico-Econômica e Ambiental (Evtea), o trecho III, que será licitado, envolve a lagoa Mirim e seus afluentes, especialmente o rio Jaguarão, o Canal de São Gonçalo, os canais de acesso hidroviário ao porto do Rio Grande e a Lagoa dos Patos. Atualmente, na lagoa Mirim, são desenvolvidas atividades esportistas, de lazer e pesca. Com as obras, o local terá acesso a novos terminais.

De acordo com Spohr, também neste semestre, será assinado um termo de cooperação entre os governos federal e estadual para os trechos I e II da Hidrovia Brasil-Uruguai no Rio Grande do Sul. A União deverá pagar R$ 125 milhões ao governo gaúcho, que, em troca, deverá ceder ao Dnit, pelo prazo de cinco anos, a concessão dos rios do Estado para que o departamento faça a manutenção das hidrovias.

Os trechos envolvem os rios Jacuí, Taquari, Caí, dos Sinos, Gravataí, o lago Guaíba, o tio Camaquã, a Lagoa do Casamento e a Lagoa dos Patos. São regiões que transportam significativa quantidade de areia, grãos, combustíveis, celulose, adubos e fertilizantes.

Já na região Noroeste do Estado, o trecho IV, nos rios Uruguai e Ibicuí, não deverá ter investimento de hidrovia. "O estudo de viabilidade mostrou que a área é desfavorável devido às características geológicas e aos acordos entre os países. Além disso, o custo de dragagem, batimetria, seria muito alto", justificou o superintendente.


10/08/2016

Fonte: Jornal do Comércio

 

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