O governo federal pretende investir US$ 481 milhões (aproximadamente R$ 768 milhões) nos portos de sete cidades que receberão os jogos da Copa do Mundo de 2014 para adequar a estrutura ao recebimento de navios de passageiros por ocasião do evento esportivo.
A previsão da Secretaria Especial de Portos (SEP) é de que as obras comecem até o fim deste ano e estejam prontas em dezembro de 2013. O secretário executivo da SEP, Mário Lima Junior, ressaltou que o edital de licitação para as obras no porto de Santos já foi lançado e, no caso do Rio de Janeiro, a expectativa é lançar a licitação para as obras no dia 25 de julho.
"Todos eles estão dentro do cronograma", afirmou Lima Junior, citando, além de Santos e Rio, os portos de Manaus, Salvador, Recife, Fortaleza e Natal. As maiores obras serão feitas nas unidades do Sudeste, onde serão construídos berços de atracação para até sete navios, levando a capacidade de cada cidade de receber até 21 mil pessoas por dia.
Lima Junior frisou que os portos servirão de apoio para a rede hoteleira local, com uma estrutura que continuará disponível para as cidades depois da Copa. "Haverá um pico de ocupação hoteleira nas semanas em que acontecerão os jogos e os navios atracados nas cidades brasileiras sedes da Copa darão suporte. É uma forma de fortalecer a estrutura hoteleira brasileira", disse Lima Junior, que participou de evento no Rio de Janeiro.
Além dos investimentos para a Copa, a SEP planeja um conjunto de intervenções na infraestrutura de diversos portos brasileiros nos próximos anos. Serão investidos recursos públicos de US$ 1,1 bilhão no Sudeste, US$ 1,24 bilhão no Nordeste e US$ 607,5 milhões no Sul, além dos aportes específicos para a Copa. Outros US$ 178 milhões serão aplicados nos portos interiores e US$ 730 milhões serão investidos em dragagem.
A previsão de aportes governamentais tem um correspondente de investimentos privados esperados de US$ 14 bilhões em terminais por todo o país, de acordo com Lima Junior. "Essa é uma indicação de que, quando o setor público investe, o setor privado acompanha", destacou o secretário.
Graças aos investimentos previstos, a expectativa da SEP é que, em 2025, o modal portuário responda por 29% das cargas transportadas no país, contra os 13% atuais. No mesmo período, as rodovias reduzirão sua participação de 58% para 38%; as ferrovias aumentarão de 25% para 35%; os dutos passarão de 3,6% para 5%; e o setor aéreo de 0,4% para 1%.
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