Somente em Santos, a estimativa é que os 11 novos terminais atraiam investimentos de R$ 1,4 bilhão e capacidade combinada para movimentação de 27 milhões de toneladas por ano.
Terminal multipropósito - Santos terá um novo terminal para carga multipropósito; um para contêiner; três para líquidos; dois para fertilizantes; dois para grãos; e dois para celulose. “Pode ser que haja mais um para grãos na Ponta da Praia, vai depender do resultado das audiências públicas”, disse o ministro Leônidas Cristino. Ele esteve no porto de Santos nesta tarde vistoriando obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).Os novos terminais ficam em regiões como a Ilha Barnabé, Alemoa, Saboó, Macuco, Paquetá, Outeirinhos e Ponta da Praia.
Cargas - As cargas a serem movimentadas nessas regiões são praticamente as mesmas já escoadas nos terminais hoje ali instalados e que estão com contratos vencidos ou a vencer. Serão apenas aglutinadas em menos terminais para favorecer o ganho de escala na movimentação.
Nova área - Haverá somente uma nova área no pacote. Será em Conceiçãozinha, na margem esquerda do porto (Guarujá), hoje sem operação portuária. Ela deverá receber um terminal de contêineres, ao lado do terminal da Santos Brasil, e outro de grãos.
Câmara - Questionado sobre ainda não ter ido à Câmara dos Deputados prestar esclarecimentos relativo a suposto beneficiamento à Estruturadora Brasileira de Projetos (EBP) na elaboração de projetos para as licitações, Cristino disse que a agenda está cheia e confirmou presença nas próximas semanas. O convite feito pelo deputado federal Manoel Júnior (PMDB-PB) era para os dias 7 a 14 de agosto. “Falei com o deputado e irei na próxima semana ou na outra. Vou esclarecer as dúvidas que o parlamento tenha sobre essa autorização literalmente estribada na lei”.
Vistoria - Cristino vistoriou também as obras de dragagem de acessos aos berços da Brasil Terminal Portuário (BTP), especializado em contêineres, e da Alemoa, região que opera líquidos.
Companhia Docas - No sábado a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) conseguiu retomar os trabalhos, suspensos pela Justiça há quase seis meses por suspeita de riscos ambientais. O contrato com a empresa de dragagem Van Oord, que realiza os trabalhos, é de R$ 36 milhões e tem prazo de 12 meses. Mas a Codesp diz que a empresa tentará terminar em três meses.
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