O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, lançou, na manhã de hoje, em São Paulo, o programa TI Maior, voltado para estimular o desenvolvimento e a internacionalização das empresas de software.
O programa terá um recurso anual de R$ 500 milhões, originados de desembolsos do Programa Estratégico de Software (Prosoft), recursos da Financiadora de Projetos e Pesquisas (Finep) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
O programa inclui cinco estratégias. A principal delas é a formação de ecossistemas de base tecnológica local. O investimento previsto nesta área é de R$ 431 milhões. Também está prevista a criação de uma certificação de software desenvolvida no Brasil, a ser realizada pelo Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer e por empresas parceiras.
Virgilio Almeida, secretário de políticas de informática do ministério, afirmou que a certificação possibilitará que as empresas concorram nos processos de compras governamentais de software, podendo praticar preços até 10% acima de competidores que ofereçam softwares internacionais. A vantagem é prevista, pois o produto que tem um índice de nacionalização alto, podendo trabalhar com margem maior.
'O governo federal gastou no ano passado R$ 7,5 bilhões em compras de softwares. Vamos usar o poder de compra do governo para estimular o setor', afirmou o ministro Raupp.
O programa também prevê o lançamento de um edital, no prazo de 60 dias, para a seleção de aceleradoras que vão viabilizar a abertura de novas empresas de software. A meta para este ano é eleger quatro aceleradoras. Cada uma apoiará de oito a dez empresas novatas. O recurso previsto para esta área é de R$ 40 milhões até 2014 e será aplicado em até 150 empresas novatas.
O programa do governo inclui ainda a abertura de escritórios para o desenvolvimento de tecnologias no exterior. A primeira unidade será instalada em São Francisco, no Vale do Silício, Estados Unidos. O programa terá também uma oferta de cursos profissionalizantes em tecnologia da informação. A meta é formar 900 mil profissionais até 2022.
O mercado de software no Brasil movimentou em 2011 US$ 37,5 bilhões, dentro PIB do mercado de tecnologia da informação de US$ 102 bilhões. A meta do governo com o programa é acelerar o crescimento da área para atingir US$ 150 bilhões a US$ 200 bilhões em dez anos.
A perspectiva é que o setor também eleve as exportações no mesmo período de US$ 2,4 bilhões para US$ 20 bilhões.
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