Governo economiza R$ 1,6 bilhão em licitações


As licitações de compras feitas pela Superintendência Estadual de Licitações (Supel) entre os valores estimados e adjudicados (resultado da licitação efetivamente ocorrida) geraram uma economia ao erário de aproximadamente R$ 1,6 bilhão, em seis anos. É o que consta no Relatório Geral de Licitações elaborado pelo órgão, consolidando dados dos procedimentos efetuados em cada exercício financeiro, desde 2011.

O superintendente Márcio Rogério Gabriel afirmou que o relatório é uma valiosa ferramenta estratégica de gestão e planejamento, que subsidia a administração com informações relevantes para a execução acurada e em tempo da função social de promoção do bem comum aos cidadãos rondonienses. As informações do documento foram organizadas pela Gerência de Controle Interno da Supel.

No período de 2011 a 2016 foram estimadas compras no montante de R$ 6,2 bilhões, mas o valor adjudicado, resultante da fase em que foram superadas a apresentação de propostas, com escolha do vencedor da licitação, chegou a R$ 4,6 bilhões, significando uma economia de 25,38%.

No último ano de apuração dos dados estatísticos das licitações (2016), a economia ao erário de Rondônia foi de R$ 195,4 milhões. O valor das compras estimadas atingiu R$ 797,74 milhões, enquanto o valor adjudicado atingiu R$ 602,70 milhões.

MICRO E PEQUENAS EMPRESAS são as que mais se destacaram

A Supel também mediu e acompanhou a evolução de participação de empresas de pequeno porte de Rondônia nas licitações efetuadas, as modalidades de licitação mais presentes e o custo médio de cada licitação além de outras informações relacionadas ao trabalho realizado pelo órgão.

As microempresas e empresas de pequeno porte de Rondônia, entre 2012 e 2016, ganharam 84% do montante total adjudicado de licitações. O resultado não levou em consideração o ano de 2011 porque este item começou a ser medido pela Supel no ano seguinte. Em 2016, essas empresas do Estado ganharam licitações no valor de R$ 224,97 milhões, enquanto as de fora de Rondônia obtiveram R$ 42,08 milhões.

O pregão eletrônico representou 91% de todas as modalidades de licitação efetuadas no período de seis anos, e o custo médio na realização de uma licitação tem sido, ao longo dos anos, inferior à média nacional. Em 2016 o custo foi de R$ 11,6 mil, enquanto o valor nacional foi de R$ 15 mil, segundo o superintendente Márcio Gabriel.

Na proporção dos recursos gastos pela Supel e economia proporcionada pelas licitações, “assevera-se que, para cada R$ 1,00 destinado ao desenvolvimento das atividades do órgão, foram devolvidos, em economia, R$ 26,95 aos cofres públicos”, registra o relatório.


21/05/2017

Fonte: Diário da Amazônia

 

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