De acordo com a publicação, o documento atribuído à comissão encarregada de analisar os três modelos aponta que os F-18 da empresa Boeing se adaptam melhor às necessidades da Força Aérea e também apresentam diversas vantagens financeiras.
Segundo esse documento, os mais baratos dos três aviões em licitação são os Gripen, da empresa sueca Saab, que teriam sido oferecidos por um total de US$ 4,3 bilhões.
No entanto, "se trata de um avião ainda em desenvolvimento e que jamais foi testado em combate", indicou a comissão. No caso do Rafale, da empresa francesa Dassault, os 36 aviões custariam US$ 8,2 bilhões, enquanto os F-18 sairiam por US$ 5,4 bilhões.
Segundo a revista, os Rafales também possuem outra desvantagem em relação aos F-18, o custo da hora de voo, já que o dos franceses é calculado em US$ 20 mil, o dobro dos F-18.
O documento obtido pela "Istoé" também sustenta que a Boeing se comprometerá com a exigência de transferência de tecnologia para concretizar o negócio e que, além disso, também teria oferecido a abertura de um centro de alta tecnologia no Brasil, caso seja favorecida.
A licitação, que devia haver sido definida há mais de dois anos, encontra-se suspensa por causa dos cortes orçamentários anunciados pelo governo para atenuar os impactos da crise mundial.
No entanto, segundo fontes do Ministério da Defesa, o processo poderá ser retomado e, enfim, finalizado nos primeiros meses de 2013. EFE
10/12/2012
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