As principais fornecedoras de merenda do País montaram um cartel para fraudar licitação de R$ 200 milhões da prefeitura de São Paulo para o fornecimento de merenda escolar. A suspeita é do Ministério Público, que analisa telefonemas e diálogos de funcionários do Grupo Geraldo J. Coan grampeados, supostamente, a mando de diretores da própria empresa para monitorar seu quadro de funcionários. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
As escutas clandestinas estavam arquivadas em CDs que foram confiscados na sede da J. Coan, em Tietê (SP), no dia 1.º de julho de 2010, durante batida realizada pela promotoria e pela polícia. Entre 12 de abril e 9 de maio de 2009, foram interceptadas 1.513 ligações. Algumas gravações que teriam sido feitas em 2006, pouco antes da renovação do contrato da merenda escolar com a prefeitura, mostram um encontro entre empresas fornecedoras de merenda. Promotores examinam a amplitude das conversas e as revelações nelas contidas acerca de licitações em prefeituras de pelo menos cinco Estados - São Paulo, Minas, Espírito Santo, Rio Grande do Sul e Maranhão. Foi aberto procedimento de investigação criminal pelo Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) de Sorocaba (SP) para investigar crime de escuta clandestina e violação ao artigo 10 da Lei 9296.
20/07/2011
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