EMTU quer concluir neste ano licitação na Grande São Paulo e Vale do Paraíba


A EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos quer concluir neste ano de 2020 duas licitações de sistemas que gerencia e estão com atrasos: da Região Metropolitana de São Paulo e da Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Note.

A meta faz parte do Plano de Negócios da EMTU 2020.
Para a licitação do sistema do Vale do Paraíba e Litoral Norte, a STM – Secretaria de Transportes Metropolitanos institui em julho de 2018, uma Comissão de Trabalho que deveria atuar no diagnóstico do sistema da região, traçar as diretrizes e a modelagem do que se deve esperar dos transportes entre os municípios. O Diário do Transporte noticiou a criação do grupo.

A concorrência ainda não foi lançada.
Em relação à Região Metropolitana de São Paulo, a novela é mais antiga. A licitação para melhorar o sistema deveria ter sido realizada em 2016, quando venceram os contratos assinados em 2006. Mas bloqueios pelo TCE – Tribunal de Contas do Estado de São Paulo e na Justiça atrasaram o certame. Em entrevista a portais de mobilidade, entre os quais o Diário do Transporte, em 21 de fevereiro de 2019, o presidente da EMTU, Marco Antônio Assalve, disse que queria lançar a licitação ainda no primeiro semestre daquele ano, o que não ocorreu.

A Região Metropolitana de São Paulo é dividida em cinco áreas operacionais.

A área 5, correspondente ao ABC Paulista, é, de acordo com o IQT – Índice de Qualidade dos Transportes da EMTU, a pior delas.

Nesta região, nunca foi realizada licitação por causa dos empresários locais.

Por cinco vezes, os donos de viações do ABC Paulista esvaziaram a concorrência alegando não concordar com as exigências da EMTU pelo fato de os custos operacionais da região, segundo eles, serem mais altos que das outras áreas operacionais e não haver estudos de impacto de obras de mobilidade como o monotrilho da linha 18 e o Expresso ABC da CPTM.

O monotrilho não vai sair mais do papel. O governador João Doria substituiu o projeto dos trens leves com pneus por um corredor BRT, que vai ser operado por empresários de ônibus.

O Expresso ABC, em sua essência, não vai sair tão cedo. Originalmente, seria um sistema auxiliar a linha 10-Turquesa. Hoje, na prática, o que existe é um serviço semi-expresso, entre Santo André e Tamanduateí, parando em São Caetano, que parte de meia em meia hora somente em horários de pico: para Tamanduateí de manhã e para Santo André à tarde.

Numa sexta vez, no âmbito de uma das recuperações judiciais mais longas da história da Justiça Brasileira, usando um processo de Manaus, o empresário Baltazar José de Sousa conseguiu bloquear a licitação no ABC, mas a decisão já foi revertida pela EMTU.


20/01/2020

Fonte: Diário do Transporte

 

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