Dispensando licitações, o governo de Jair Bolsonaro (sem partido) deixou de gastar R$ 10,2 milhões com a compra centralizada de softwares para o serviço público, segundo anúncio feito pelo Ministério da Economia.
A União decidiu mudar o modelo de compra e, de uma só vez, com uma só licitação, adquirir itens para 128 órgãos federais em 26 estados. A compra de assinaturas de softwares de escritórios – editor de texto, de tabelas, de apresentações, de anotações e de banco de dados –, ao todo, custou R$ 42 milhões.
Entre os órgãos que aderiram ao modelo, estão hospitais, agências reguladoras, Institutos Federais de Educação (IFEs) e diversas unidades das Forças Armadas. Segundo a Secretaria de Gestão do Ministério da Economia, a maior parte da economia (R$ 5,5 milhões) corresponde à redução de custos processuais.
Ao realizar apenas uma licitação em vez de 128, o governo deixou de gastar R$ 44 mil em cada pregão eletrônico. O restante, de R$ 4,7 milhões, segundo o governo federal, diz respeito ao desconto obtido no preço final.
Os softwares de virtualização de servidores criam versões virtuais de máquinas por meio da computação em nuvem. Segundo o Ministério da Economia, esses sistemas dispensam máquinas físicas, ao criarem sistemas que podem ser compartilhados por vários órgãos.
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