A Prefeitura de Fortaleza vai anunciar na próxima semana quais são as cinco empresas habilitadas a desenvolver os estudos de viabilidade do projeto de implantação de placas solares em 499 escolas e creches da Capital. Oito empresas estão na disputa. Porém, outro edital de Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI), que antecede à licitação para operação, já está engatilhado: o de placas solares nas unidades de saúde.
"A gente lançou o edital de PMI para educação, esperou para ver o interesse do privado, deu certo. Oito empresas se inscreveram e vamos selecionar cinco. Com isso, mais tardar em duas semanas vamos lançar o edital, nos mesmos moldes, para a área da saúde", explicou o coordenador de fomento às Parcerias Público Privadas (PPPs) de Fortaleza, Rodrigo Nogueira.
Cem unidades de saúde serão beneficiadas. A expectativa é que por meio da geração distribuída os gastos da Prefeitura com energia elétrica, nesta área, estimados em R$ 9 milhões por ano, caiam em torno de 25%.
Para este edital, o estudo deve girar entre R$ 1,5 milhão a R$ 2 milhões. O valor deverá ser ressarcido por quem ganhar a licitação para execução e operação do projeto.
No caso das escolas, a economia pretendida pela Prefeitura com a conta de luz pode chegar a R$ 3,5 milhões por ano. As empresas habilitadas terão 180 dias para entregar seus projetos. Após escolha do modelo vencedor, será realizada licitação para eficientização, implantação, gestão, operacionalização, e manutenção de geração distribuída para demanda energética dos prédios. O investimento do parceiro com implantação da geração distribuída será de R$ 40 milhões.
Durante reunião de secretariado conjunta com o Governo, ontem, o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT), destacou que estudos prévios feitos pela Prefeitura já apontavam a viabilidade deste tipo de negócio.
"O mais importante é que este é um investimento em que todo mundo ganha. Tem viabilidade para o empreendedor. Para a gente, gera economia de médio e longo prazo, acaba tornando Fortaleza em uma cidade ambientalmente mais amigável, então, há muita expectativa em relação a isso".
Na Capital, um projeto piloto foi implantado na Escola de Tempo Integral (ETI) Professor Alexandre Rodrigues de Albuquerque, no bairro Siqueira. Em março do ano passado foram instaladas dez placas fotovoltaicas que são responsáveis pela produção de 4.500 kWh/ano. A economia constatada é de cerca de R$ 2 mil anuais.
04/08/2018
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