O secretário municipal de Políticas Urbanas de Belo Horizonte, Murilo de Campos Valadares, informou nessa terça-feira que a cobiça de empresas do mercado de radares enterrou o projeto que previa a instalação de 96 equipamentos de fiscalização na capital. Segundo ele, a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) decidiu revogar a licitação para escolher a fornecedora dos equipamentos por causa da disputa nos bastidores entre as concorrentes, que recorreram várias vezes à Justiça e outros órgãos para travar o processo.
A gota d’água foram representações de três delas ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas do Estado (TCE), citando supostas irregularidades. O município foi notificado a se explicar recentemente, mas, para evitar o desgaste, teria optado por zerar os procedimentos.
“Os mercados de radar e de lixo são da mesma família. As empresas não se contentam com a licitação livre. Brigam no tapa, via TCE ou Justiça, para conseguir ganhar. Se deu problema, vamos revogar e fazer de novo”, afirmou, em referência aos serviços de coleta, varrição e recolhimento de resíduos na capital, que também renderam turbulentas competições e se arrastaram por anos. “Licitação boa é a que fazemos em seis meses. Passou disso, não presta”, resumiu Valadares, deixando claro, contudo, que BH não ficará sem o controle de velocidade.
27/05/2009
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