Diadema prevê lançar PPP da iluminação em 40 dias


O governo do prefeito de Diadema, Lauro Michels (PV), prevê publicar em até 40 dias edital da licitação da PPP (Parceria Público-Privada) da iluminação pública da cidade, a primeira concessão à iniciativa privada da administração verde. A informação foi dada ao Diário pelo secretário de Planejamento e Gestão, Francisco Rocha (PSDB). A parceria será de 25 anos e o valor do contrato é de R$ 40 milhões.

A gestão de Lauro publicou recentemente chamamento para a realização de seis audiências públicas para detalhar a medida à população. “Faremos consultas públicas, disponibilizando todas as informações sobre a PPP aos munícipes na internet. Não precisávamos realizar audiências, mas há vontade do governo em realizá-las”, frisou Chico Rocha, ao citar que as reuniões deverão ocorrer no Centro e em bairros como Eldorado, Taboão e Piraporinha.

Será a primeira PPP do governo Lauro desde que assumiu o Paço diademense, em 2013. “Atualmente, temos cerca de 20 mil pontos de luz no município. A intenção do governo é modernizar o sistema inteiro e sozinha a Prefeitura não tem essa condição. O objetivo é trocar todas as lâmpadas por LED, que são mais econômicas. Hoje a tecnologia é essa, mas, se no decorrer desse tempo (da parceria), surgir algo mais moderno, poderemos utilizar”, alegou o tucano.

Chico Rocha detalhou ainda que a PPP vai estipular duas trocas do parque de iluminação ao longo dessas duas décadas de vínculo. A estimativa da administração Lauro é de que as primeiras intervenções ocorram até 2021 e a última em um prazo estabelecido de 14 anos. “Nós não definimos ainda as prioridades, no entanto, a ideia é começar as trocas nas principais avenidas da cidade, mas de repente o governo pode decidir, após as audiências públicas, começar em algum bairro específico”, frisou.

NA REGIÃO - Outros municípios do Grande ABC também deram andamento à proposta de PPP de iluminação, a maioria em governos petistas. Em Santo André, a parceria foi ensaiada pelo governo do ex-prefeito Carlos Grana (PT, 2013-2016), contudo não teve avanço efetivo. O mesmo aconteceu na vizinha São Bernardo, durante o último mandato de Luiz Marinho (PT). O contrato, de R$ 1 bilhão, por 25 anos, não chegou a ser assinado.

Em Mauá, o governo do ex-prefeito Donisete Braga (PT) concluiu o processo licitatório para a PPP. A vencedora do certame foi o Consórcio Mauá Luz, que unem as empresas Brasiluz Eletrificação e Eletrônica Ltda, FM Rodrigues & Cia Ltda e Conasa (Companhia Nacional de Saneamento S/A). No valor de R$ 382,8 milhões, por 35 anos, o convênio, porém, foi suspenso pela gestão Atila Jacomussi (PSB), que também paralisou a PPP da Sama (Saneamento Básico do Município de Mauá).


01/05/2017

Fonte: Diário do Grande ABC

 

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