Chacoalhar, sacolejar, trepidar. Enquanto falta obra, sobram sinônimos para o desconforto que o viajante enfrenta na BR-262, principalmente nos 189 quilômetros entre Água Clara e Três Lagoas, rota da celulose em Mato Grosso do Sul.
Em 2015, a promessa era de ações mais incisivas a partir de outubro. Mais de um ano depois, persistem os buracos, asfalto com ondulações, desníveis no acostamento e raros pontos com terceira faixa, para dar vazão aos treminhões, gigantes com quase 30 metros de extensão. Por dia, a rodovia tem volume de tráfego médio de 3.100 veículos.
“Com essa crise toda nos anos de 2015 e 2016, continuamos só com a manutenção, o contrato de tapa-buraco. Consegue, desesperadamente, manter a trafegabilidade. Tem irregularidade superficial muito grande”, afirma o supervisor da unidade do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte) de Três Lagoas, Milton Rocha Marinho.
Para 2017, o órgão mantém o plano de lançar licitação para recuperar a via. Agora, a informação é de que os recursos para obra estão vinculados ao orçamento. No entanto, persiste a realidade de um contrato de R$ 6 milhões, válido até novembro deste ano, com a empresa Alianza.
A validade total é de dois anos e não há um valor fixo mensal de desembolso. “Não é uma verba fixa por mês. Mas conforme desenvolve o serviço. Faz tapa-buraco, limpeza, roça, executa determinados serviços necessário e medimos”, diz o supervisor.
Na avaliação dele, a via oferece mais desconforto do que perigo. “A rodovia está bastante desconfortável. Mas em termo de trafegabilidade, está dentro dos padrões de segurança. Se o condutor estiver obedecendo a velocidade diretriz da via, não provoca tanto perigo”, afirma Marinho.
Pela rodovia, há pedaços de bandas de rodagem de pneus e eucaliptos. Para esse ano, se repete o sonho da reconstrução da pista, no trecho da rota comercial que traz e leva produtos para São Paulo.
De acordo com o supervisor, o projeto a ser licitado inclui reconstrução do pavimento, 30 quilômetros de terceira faixa, distribuídos em rampas e curvas, dispositivos de segurança, como interseções e travessias. Segundo ele, a informação do valor do projeto deveria ser obtida com a superintendência do Dnit no Estado, mas a reportagem não conseguiu contato com a assessoria de imprensa.
A rodovia já chegou a ser incluída da em programa de concessão, nos 338 km entre Campo Grande e Três Lagoas. Contudo, saiu por falta de volume de tráfego. A expectativa é de que a futura reforma somada à futura construção do contorno rodoviário de Três Lagoas e à nova ponte na dívisa com São Paulo,inaugurada em 2016, façam aumentar o volume de usuários.
18/01/2017
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