"Sorria, você está sendo filmado". O aviso, comum em elevadores, em breve deverá ser útil na hora de prestar a prova prática para obter a carteira de habilitação no Estado de São Paulo.
Na semana passada, o Detran-SP (Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo) publicou um edital de licitação para dar início ao projeto-piloto de prova monitorada por câmeras e sistema de telemetria, começando por São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo.
A autarquia espera iniciar os testes já no primeiro semestre do ano que vem.
Embora o órgão não divulgue a informação, a Folha apurou que a estimativa de custos é de R$ 3,25 milhões por um contrato com duração de 20 meses. Serão cerca de 2.300 exames por mês com a nova tecnologia.
Trata-se de mais uma iniciativa para dificultar o comércio ilegal de carteiras de habilitação. Para Daniel Annenberg, diretor-presidente do Detran, a proposta torna o exame prático mais exato.
"Toda essa tecnologia vai coibir possíveis irregularidades. Isso já ocorreu quando adotamos a prova teórica eletrônica, que oferece o resultado ali na hora, ao final do teste, e exclui a interferência humana na correção das questões", disse Annenberg.
Não há previsão de quando o novo sistema será implementado na cidade de São Paulo. O ritmo de expansão do projeto dependerá de avaliação de seus resultados.
"BIG BROTHER"
Tal como no programa de televisão, todos os passos do candidato e do examinador serão vigiados.
Antes do início da prova, ainda fora do carro, haverá uma verificação biométrica (identificação por digitais), procedimento que se repetirá dentro do veículo, no início e ao fim da prova —quando o examinador também identificará suas digitais.
Outra novidade do processo é que a prova não será mais feita nos veículos das autoescolas. A empresa vencedora da licitação terá de comprar e equipar cinco carros com a tecnologia para esse projeto.
Câmeras instaladas dentro do carro registrarão imagens e áudio do condutor e do avaliador. Não será possível manter o pé apoiado o tempo todo no pedal da embreagem, por exemplo, ou contar com a ajuda do examinador sem que tais movimentos sejam monitorados.
Haverá outros equipamentos de vídeo voltados para o exterior do automóvel, de forma a identificar toques na baliza ou na guia da calçada, por exemplo. Durante todo o percurso, o examinador marcará em um tablet —cujo uso será associado ao seu número de CPF— os acertos e as infrações do motorista.
Por fim, um sistema de telemetria registrará as velocidades máxima e média durante a prova, o uso das setas, os toques em objetos, o uso do freio de mão e o tempo gasto em pontos específicos do exame. Todos os dados serão enviados ao Detran.
Se houver discrepâncias entre a avaliação feita pelo examinador e os registros eletrônicos, um sistema emitirá mensagem de aviso, e o caso será analisado pela diretoria de habilitação da autarquia.
Não será fácil escapar aos olhos eletrônicos do Detran.
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