São Paulo - Programa de transporte urbano de Santiago custará US$ 2,8 bilhões. O vice-ministro dos Transportes do Chile, Guillermo Díaz, participará amanhã, em São Paulo, de um seminário com as empresas brasileiras interessadas na concorrência internacional do programa Transantiago - uma série de contratações de obras e compra de equipamentos destinados a reorganizar o transporte urbano na capital chilena. O programa receberá investimentos de US$ 1,180 bilhão em vias e ônibus e US$ 1,647 bilhão no metrô num prazo total de 16 anos. O vice-ministro - a pasta dos Transportes integra o Ministério de Obras Públicas, Transportes e Telecomunicações - explica que a Transantiago implementará uma nova forma de mover-se na cidade, mais confiável e ágil. "Desta forma, aumentaremos o uso do transporte público, atacaremos a descontaminação da atmosfera e agregaremos valor a Santiago, que é uma cidade de classe mundial", disse Guillermo Díaz.
Em maio de 2005, o programa Transantiago já terá implantado novos serviços de transportes integrados, apoiados em dez áreas intercomunitárias. Dentro de cada área funcionarão serviços locais de trans-porte, de curta distância. Os serviços "troncos" cruzarão a cidade por suas vias mais importantes cobrindo distâncias maiores. O metrô será o eixo central do sistema. Por isso, terá sua extensão duplicada e será integrado com os ônibus para facilitar as conexões e possibilitar a redução das tarifas nos trechos que exijam transbordo dos passageiros.
Cada serviço terá um custo diferenciado. As viagens locais serão mais baratas e o aumento do número de transbordos não implicará em aumento de custo. Isso será conseguido através de um sistema de bilhetagem. O bilhete Multivia, que reconhecerá a história do passageiro e reduzirá o valor dos serviços combinados. Os serviços e produtos previstos na modernização do sistema serão fornecidos por grandes empresas que participarão da licitação. Da América Latina, só o Brasil e o México entrarão na concorrência. "A competição internacional nos possibilitará aumentar a qualidade dos serviços sem aumentar os seus custos", disse o vice-ministro.
O programa Transantiago tem exigências de alta tecnologia incomuns na América do Sul. Os ônibus, por exemplo, terão a bordo tecnologias de última geração que permitam a uma central de controle supervisionar diretamente toda a operação. Assim, os usuários terão informação em tempo real sobre o sistema através da Internet, dos centros de informação, do telefone, ou nas estações e nos próprios ônibus.
O governo chileno diz que todo o programa será financiado por investimentos privados. O Chile só investirá, a fundo perdido, os US$ 71,4 milhões necessários às obras de infra-estrutura inicial. Todas as fabricantes de ônibus e carrocerias brasileiros já têm protótipos para participar da Transantiago, que exigirá 721 ônibus articulados para as linhas troncais, e mais 288 de 15 metros e 200 de 12 metros para as linhas locais, com entrega em 2005.
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