Da Agência Ambiente Energia* – A Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) lançou nesta quarta-feira (31/5) a licitação para a construção do seu primeiro residencial vertical que irá produzir energia a partir da luz solar, por meio de placas fotovoltaicas. A medida vai proporcionar desconto na conta do apartamento e do condomínio dos moradores. O conjunto será construído em Aparecida, na região administrativa de São José dos Campos (SP), com 62 moradias para famílias de baixa renda.
A iniciativa, que tem baixo custo de manutenção, é resultado da experiência com projetos-piloto que a Companhia implantou desde o começo do ano em 26 moradias pelo interior do Estado, que permitem geração de energia e criam um sistema de compensação de energia elétrica com a rede.
A energia é utilizada no consumo geral do residencial e o excedente é transferido para a rede de fornecimento da distribuidora. Por isso, o relógio de energia gira para dois lados, que podem registrar consumo ou geração de energia. Quando não houver produção de energia, seja à noite ou em dias com forte nebulosidade, os apartamentos serão abastecidos pela eletricidade da rede.
Obras
A previsão é que a construtora responsável seja selecionada e o contrato seja assinado até setembro, com início da construção do Conjunto Habitacional Aparecida B a partir de novembro. O investimento previsto é de R$ 9,3 milhões. A energia limpa poderá ser consumida no próprio residencial ou ser enviada para a rede de distribuição de energia. Está prevista uma geração de 50 kWh (quilowatt-hora)/mês por habitação –, o que representa cerca de R$ 30 de economia na conta mensal de cada família.
No total, serão instalados 152 módulos de placas fotovoltaicas no telhado dos quatro blocos e que irão gerar em torno de 4.760 KWh/mês. A energia será destinada principalmente para as áreas comuns – estacionamento, espaços de circulação entre o condomínio e hall das escadas – e também para as moradias. Sendo assim, os moradores economizam no pagamento de duas contas – tanto no condomínio, que inclui o consumo nas áreas comuns, quanto no seu próprio apartamento.
Os 64 apartamentos do residencial serão distribuídos em quatro pavimentos e mais um Centro de Apoio ao Condomínio (CAC). O residencial terá playgrounds, paisagismo completo – árvores, gramado e forrações -, mesas de concreto e bancos. Também será viabilizada toda a infraestrutura necessária: redes públicas e condominiais de energia, gás, esgoto e água, medição individualizada de água, sistemas de drenagem e telefonia.
A novidade é resultado da parceria entre as secretarias da Habitação e de Energia e Mineração. Depois de firmado o convênio em dezembro de 2016, foram iniciados os contatos com as concessionárias de energia elétrica do estado de São Paulo para implantação de projetos-piloto com as placas fotovoltaicas. O objetivo é oferecer projetos habitacionais com alternativas de economia para os mutuários.
*Com informações da Secretaria de Habitação de São Paulo
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