A Prefeitura de Campinas vai privatizar o sistema de zona azul em Campinas e aumentar em cinco vezes o número de vagas a partir do ano que vem.
O prefeito Jonas Donizette (PSB) deu aval para a nova proposta e uma empresa será escolhida, por meio de licitação, para operar todo o sistema de estacionamento no Centro e nos bairros do entorno. O número de vagas passará de 1,9 mil para 10 mil.
Segundo o secretário de Transportes, Sérgio Benassi, a empresa terá de implantar um sistema eletrônico de cobrança: não haverá mais papel, como hoje.
A proposta é que um funcionário da concessionária fique em cada quadra e, por meio de um sistema eletrônico, poderá visualizar qual carro teve seu tempo de parada expirado.
A partir dessa informação, ele irá acionar o agente da Empresa Municipal de Desenvolvimento (Emdec) para aplicar multa ao motorista.
O usuário poderá adquirir esses créditos pelo celular, por meio de equipamentos de autoatendimento (totem), que serão espalhados pela cidade e em estabelecimentos comerciais ou com os funcionários da empresa.
“Será uma concessão. A empresa fará a implantação, a manutenção, a sinalização e o controle da área. Será muito mais cômodo para o motorista e o amarelinho fará uma fiscalização melhor”, disse o secretário.
Segundo Benassi, estudo inicial prevê que a concessionária repasse cerca de 20% do que for arrecadado com a venda de zona azul à Emdec. Mas esse valor poderá ser alterado de acordo com as propostas que forem ofertadas no processo de licitação. Hoje, o montante que chega ao caixa da Secretaria de Transportes gira em torno de R$ 130 mil ao mês. Benassi estima que, com a expansão da cobrança, a receita triplique. Se esse cálculo for mantido, a concessionária receberá, por mês, algo em torno de R$ 300 mil com a fiscalização de vagas.
O estudo mapeou os locais onde há mais necessidade de implantação deste sistema e a Zona Azul será ampliada para o “centro expandido”, abrangendo bairros como Cambuí, Ponte Preta, Bonfim e Guanabara. A proposta de cobrança no entorno da Lagoa do Taquaral e do Bosque dos Jequitibás foi descartada pelo prefeito. Em agosto, após essa mudança ser ventilada por Benassi, moradores chegaram a fazer um abaixo-assinado e o prefeito pediu um novo estudo à secretaria. “Meu intuito é organizar, favorecendo as pessoas que querem ir para o Centro”, disse o secretário.
Dessa vez, o prefeito aceitou a proposta e até comemorou o projeto final. Jonas afirmou que, após a polêmica envolvendo a Lagoa, pediu um novo estudo ao secretário, mais avançado. O documento, que foi entregue recentemente, agradou o pessebista. “Eu falei, não é o estudo que eu quero, quero um outro estudo de um modelo de Zona Azul avançado. Ele já me apresentou agora no final do ano e eu disse: é isso que eu quero, leve adiante”, disse o prefeito.
Benassi defende a expansão da cobrança e afirma que o número de vagas está abaixo da necessidade e da capacidade de Campinas. Criticou os “flanelinhas” afirmando que a atual situação estimula a presença maciça dessas pessoas. “A empresa é quem vai cobrar e também fazer o controle desses locais, será responsável por esse espaço físico. Ou o flanelinha vira funcionário ou ele não poderá agir desta forma.”
Exemplo
Algumas cidades já usam esse tipo de sistema de Zona Azul. Em Jaguariúna, por exemplo, o motorista pode adquirir um cartão para armazenamento de créditos. No ponto de venda, ele informa o número do cartão, a senha e quantidade de tempo em que o veículo permanecerá no local. Com isso, não precisa voltar ao seu carro para colocar qualquer comprovante. Pelo celular, basta o usuário mandar uma mensagem de texto para um número específico informando seus dados. Quando o usuário estaciona o veículo e não efetua o pagamento, as monitoras detectam a irregularidade e emitem um tíquete de aviso.
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