Wascheck ganha nova licitação


Empresário que deflagrou a CPI dos Correios continua negociando com o governo e fornecerá 10 mil pares de botas especiais à Polícia Rodoviária Federal do Distrito Federal pelo valor de R$ 1,95 milhão
Claudio Dantas
Da equipe do Correio
Iano Andrade/CB Arthur Wascheck, sócio da Coman: empresa ofereceu o menor preço dentre as quatro concorrentes
O empresário Arthur Wascheck, pivô da crise que deflagrou a CPI dos Correios, continua negociando com o governo. A Comam Comercial Alvorada de Manufaturados Ltda, empresa da qual é sócio, acaba de vencer uma licitação milionária para fornecer 10 mil pares de botas especiais ao Departamento de Polícia Rodoviária Federal do Distrito Federal (DPRF-DF). Um contrato de quase R$ 2 milhões está prestes a ser assinado, o que deverá ocorrer depois de uma análise jurídica do Ministério da Justiça.
Consta da ata de realização do pregão de 1º de junho que a Comam ofereceu o menor preço dentre as quatro concorrentes para o fornecimento dos calçados. Em seu primeiro lance, a empresa de Wascheck ofereceu R$ 2,14 milhões, mas para levar o negócio teve que baixar sua oferta sucessivamente, até R$ 1,95 milhão. De acordo com a assessoria de imprensa do DPRF, a proposta vencedora estaria pelo menos R$ 500 mil reais abaixo do valor de mercado.
Pelo valor negociado, o preço unitário dessa “bota tática para uso policial” fica em torno de R$ 195. Para a Polícia Rodoviária, o valor se justificaria por ter o solado reforçado, resistente ao calor do asfalto, bem como a pisos irregulares e superfícies cortantes. Outra característica seria o conforto. Segundo o DPRF informou à reportagem, o processo licitatório ocorreu dentro das normas legais, mas diante das denúncias envolvendo o nome da empresa o órgão decidiu na semana passada enviar o caso para análise da consultoria jurídica do Ministério da Justiça.
“Ainda não há nada oficial contra a Comam. A empresa venceu por ter oferecido o melhor preço, mas por causa da repercussão preferimos agir seguindo o programa de transparência do governo”, explica a assessoria do DPRF. Além da análise jurídica, a Polícia Rodoviária está fazendo testes laboratoriais para se certificar da qualidade técnica da bota vendida pela Comam. Os termos contratuais garantem ao DPRF o direito de suspender o contrato depois do recebimento do primeiro lote de 2.500 pares, cujo valor chega a R$ 498 mil. Caso a análise jurídica do MJ determina algum impedimento, o órgão poderá chamar a segunda colocada no pregão, ou convocar uma nova licitação.
Correios
O nome de Wascheck se tornou conhecido pela opinião pública nas últimas semanas, depois que investigações da Polícia Federal determinaram que o empresário foi quem encomendou a gravação em que o ex-chefe do Departamento de Contratação da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) Maurício Marinho aparece recebendo propina de R$ 3 mil. No vídeo, Marinho conta como funcionaria um suposto esquema para arrecadação de fundos para o Caixa 2 do PTB. A denúncia atingiu o deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), que reagiu à acusação revelando a existência de um mensalão do PT para garantir o apoio da base aliada.
O empresário foi ouvido na semana passada na CPI dos Correios. Ele repetiu o conteúdo do depoimento que fez à Polícia Federal. Em suas declarações, Wascheck garante que a gravação foi motivada por interesse comercial — e não político — para tentar derrubar Marinho, que segundo ele estava dificultando a participação da Comam nas compras da ECT. O polêmico vídeo foi gravado pelo advogado Joel Santos Filho e o consultor de informática João Carlos Mancuso Villela. Washeck e Santos Filho são amigos desde o governo Collor, quando o advogado paranaense trabalhava no Ministério da Educação. Também participou do plano, policial militar e ex-agente da Agência Brasileira de Investigações (Abin), Jairo Martins.
A Comam também é citada na investigação sobre suposta fraude na licitação para o Correio Híbrido Postal, vencida pelo consórcio BR Postal, composto por nove empresas — seis nacionais. O contrato para fornecimento de cofres foram fechados com três companhias, uma delas a de Wascheck.
A ECT informou que a Comam foi multada em R$ 997,2 mil por ressalvas nas inspeções de amostras, recusa de lotes e atrasos na entrega.
Irmão de Janene e PT sob suspeita.


03/07/2005

Fonte: Correio Braziliense

 

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