A primeira reunião da comissão especial criada para acompanhar e fiscalizar a realização do próximo Réveillon de Fortaleza, motivou discussão acalorada, ontem, entre os vereadores, na Câmara Municipal.
Dizendo basear-se nas informações dadas pelo promotor Ricardo Rocha na reunião que aconteceu, na sede da Promotoria de Crimes contra Patrimônio Publico, o vereador Ciro Albuquerque (PTC) afirmou que há uma determinação do Ministério Público para que a prefeita Luizianne Lins (PT) faça, de fato, as licitações necessárias para a realização da festa.
Repetindo o que já vinha dizendo em outras ocasiões, o vereador Plácido Filho (PDT) considerou "inadmissível" que a Prefeitura gaste quase R$ 5 milhões com o Réveillon quando deve cerca de R$ 6 milhões aos fornecedores de materiais para o funcionamento dos serviços de saúde pública. "É por isso que faltam remédios para a população. É por isso que há tantas mortes nas portas dos hospitais", colocou o pedetista.
Para o vereador Roberto Mesquita (PV) a realização do Réveillon e os investimentos na área de saúde são duas ações com importâncias distintas para a cidade. Ele falou sobre conquistas turísticas e econômicas com a festa, para concluir: "São duas coisas distintas e não se resolve um erro com outro".
Reconhecendo a importância do evento, Ciro Albuquerque sugeriu então que o Réveillon fosse transferido para a iniciativa privada, ao que Ronivaldo Maia (PT) rebateu, afirmando que os empresários iriam querer lucrar ao máximo e, assim, dificultariam o acesso da população pobre a uma festa que hoje é popular.
O petista disse, ainda, que as críticas levantadas pela oposição não eram esclarecedoras para a população, visto que a prefeita não poderia deslocar os recursos do Réveillon para a área de saúde.
Mário Hélio (PMN), acusou Ronivaldo de estar mudando o foco da discussão para insinuar que vereadores da oposição são contra o Réveillon. Para o vereador do PMN, o cerne da discussão estaria no fato de a prefeita Luizianne, em três anos consecutivos, não fazer as devidas licitações para realizar a festa.
"Ronivaldo às vezes esquece de dizer a verdade na tribuna. Nenhum vereador aqui é contra o Réveillon. Agora, o que não posso permitir é que tenha um ano, dois, três anos de réveillon com dispensa de licitação".
03/12/2010
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