O Ministério do Trabalho e a Unisys do Brasil estão em negociações e deverão anunciar nas próximas semanas a assinatura de um acordo para manutenção do processamento de dados do sistema de seguro-desemprego e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados com preços revistos. O novo valor será 40,6% menor.
Desde junho de 2004, a operação dos mainframes estava sendo mantida por meio de liminar judicial, uma vez que a multinacional havia ameaçado desligar as máquinas em resposta à decisão dos técnicos do governo de auditar o contrato original de R$96 milhões por ano. A medida foi tomada devido à suposta incapacidade da Unisys em comprovar R$40 milhões em custos do serviço.
O Tribunal de Contas da União, o Ministério Público Federal e a Controladoria Geral da União, chamados para avaliar a situação, a consideraram nociva aos cofres públicos. Mas para a procuradora federal Raquel Branquinho, a empresa se apropriou do banco de dados do seguro-desemprego e, por conta dessa dependência tecnológica, o ministério ficaria sujeito a superfaturamento.
A última questão pendente é a duração do novo contrato: a Unisys quer dois anos, e o governo pede um só. A meta da administração federal é rever todas as situações nas quais não detém o controle dos sistemas de informática.
10/01/2005
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