O governo desenha um novo formato para os leilões das usinas hidrelétricas do rio Madeira, previstos para 2007. A idéia desenvolvida pelo Ministério de Minas e Energia é acirrar ao máximo a competição no setor privado e oferecer, ao consórcio que se comprometer com as menores tarifas de geração de energia e vencer as licitações, uma participação estatal para impulsionar a construção das usinas, por meio da Eletrobrás ou do BNDES-Par.
O que se busca é uma forma de superar eventuais obstáculos jurídicos para a entrada de subsidiárias da Eletrobrás ou do BNDES-Par no negócio somente depois dos leilões. Ambos possuem o mesmo status legal de empresas privadas no momento de participar de uma licitação. Por isso, o que se estuda é como viabilizar a participação das estatais não apenas em um consórcio específico, como a ensaiada aliança entre Furnas e Odebrecht, mas oferecer um "empurrão" ao grupo privado com a melhor proposta.
Em fase de estudos, esse modelo para os leilões do Madeira tem dois objetivos principais. O primeiro é estimular a competição na busca por tarifas mais baixas e um custo de construção menor.
05/02/2007
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