Os consórcios Brasfels/Keppel Fels e Eisa Montagem /STX foram desqualificados na licitação para construção de 26 navios petroleiros organizada pela Transpetro.
Segundo o presidente da estatal, Sérgio Machado, eles não apresentaram as condições de financiamento para construção dos navios. Os dois estaleiros não haviam conseguido passar pela fase de pré-qualificação, mas foram incluídos por um "ato de gestão" da Transpetro a fim de estimular a concorrência.
Os dois consórcios eliminados da disputa impediram a abertura da proposta financeira dos concorrentes.
O representante do Brasfels, Felipe Rizzo, afirmou que o estaleiro vai recorrer da decisão e que discorda do critério de avaliação financeira dos concorrentes na fase de licitação. "A avaliação financeira deveria ser feita pelos próprios órgãos de fomento ou pela marinha mercante. Vamos recorrer dentro das regras da licitação", disse.
O estaleiro Eisa ainda não decidiu se vai recorrer. O representante do Eisa, Nilton Monteiro, afirmou que o estaleiro foi reprovado por não se dispor a contrair recursos do Fundo da Marinha Mercante --administrado pelo Ministério dos Transportes-- e por não especificar a forma de financiamento. "Podemos não ter [recursos], mas sabemos onde arrumar com condições melhores", disse, citando o Sinergy Group, do empresário German Eframovich.
"Estranhamos que alguém que não quis apresentar garantias decida recorrer", afirmou Machado. Os consórcios têm prazo de cinco dias úteis para recorrer.
Os trabalhadores afirmam que os estaleiros estão agindo para prejudicar a licitação.
Proposta aberta
Durante a sessão de hoje, foi aberta apenas a proposta do estaleiro Mauá Jurong para construção de navios do tipo produto. A proposta foi de US$ 335,3 milhões, com preço unitário de US$ 83,8 milhões.
O presidente da Transpetro reconheceu que os valores estão acima dos praticados no mercado internacional. "O preço veio acima do que eu esperava (...) O último preço internacional de navios desse tipo foi de US$ 40 milhões a US$ 45 milhões", disse.
A Transpetro estima que na segunda fase da licitação os estaleiros possam apresentar preços mais alinhados com o mercado internacional.
Desde 1996 não se constrói um navio de grande porte no pais.
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