O Posto de Saúde Maria Conceição Fonseca Paranhos, localizado no Conjunto Alfredo Gaspar de Mendonça, no bairro de Jacarecica, em Maceió, está com as portas fechadas há dois anos. De acordo com o secretário municipal de Saúde (SMS), José Thomaz Nonô, o motivo é um problema estrutural na laje e para a reabertura da unidade, uma nova licitação deve ser realizada. O valor orçado anteriormente para reforma, antes do problema ser descoberto, era de R$ 200 mil.
Moradores da região que necessitam de atendimento médico estão sendo atendidos no posto de saúde localizado no bairro de Riacho Doce, que fica a cerca de dois quilômetros de Jacarecica.
Segundo o secretário, o atraso para a reforma se deve ao problema na laje. "Quando começaram as obras descobriu-se que havia um problema estrutural na laje, que ameaçava cair. Só que o valor da laje excede em mais de 60% o valor do contrato e a lei não me permite fazer aditivos além de 25%. Quando assumi, os trabalhos estavam parados em função disso. Não posso fazer uma obra pela qual o Ministério Público vai me processar por improbidade administrativa", falou.
Nonô lembra que, com toda essa situação, esgotou-se o prazo da reforma fixado junto ao Ministério da Saúde. Agora ele tenta, junto ao órgão, uma reabertura, já que vários outros prazos também foram cancelados em dezembro de 2016.
"Pedimos isso para que se encontrasse uma solução tecnicamente viável. No caso de Jacarecica, penso que teremos que fazer uma nova licitação, porque o dano no prédio é de tal ordem que sempre vai exceder a margem do que se pode fazer com aditivos. É um dano que não estava previsto e só foi descoberto quando começaram a raspar as paredes. Por ser bem próximo ao mar, toda a ferragem da laje foi comida. Mas, mesmo que eu consiga a liberação do Ministério, isso demanda tempo. Não será concluído a curto prazo".
Ele afirma que, desde o ano passado, foram entregues 35 postos de saúde, 14 novos e 21 reformados. "Temos hoje um resíduo pequeno, não mais que dez unidades, algumas já com 90% prontas. Mas temos problemas de toda ordem, como desistência da construtora e falência das firmas. A população, porém, está muito bem atendida no que diz respeito a isso".
Além dos postos, o secretário também falou sobre o controle de frequência dos médicos. "Esse mês fizemos severos cortes nos salários de profissionais que não deram o horário contratado", diz, ressaltando que os cortes estão dentro da lei. "A gente faz o que pode. Não posso colocar um delegado de polícia para ver se os servidores foram, mas nas que têm ponto eletrônico, os cortes têm acontecido conforme manda a lei".
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