Equipamentos com bombas serão instalados com verba de R$ 12,4 milhões fruto de emenda do deputado federal Márcio França
O Ministério da Integração Nacional acaba de aprovar o convênio 763210/2011, que libera recursos de R$ 12,4 milhões, fruto de emenda do deputado federal Márcio França (PSB), para instalação de 8 comportas com bombeamento nos canais, o chamado sistema holandês de combate às enchentes. Assim, todos os pontos onde os canais deságuam no estuário serão monitorados para conter as marés altas em dias de chuvas fortes.
O convênio faz parte do Programa de Prevenção de Enchentes da Defesa Civil Nacional e prevê uma contrapartida da Prefeitura no valor de R$ 1,08 milhão. A coordenadora da Unidade Executora Local, Elisabete Bacellar do Carmo, informou que a licitação para os serviços será aberta no início de 2012 e as obras devem começar o mais rápido possível.
“Ao invés das comportas com flaps, que têm as peças furtadas e ainda são obstruídas por objetos jogados nos canais, vamos instalar as comportas de gaveta, com sistema de operação mecânica e automatizada e também um sistema complementar de bombeamento mecânico para jogar a água das chuvas por sobre a comporta”, explicou. Serão instaladas novas comportas em oito pontos: Rua Japão; Rio D’Avó; Saquaré; Canal do Meio, na México-70; Avenida Castelo Branco, na Cidade Náutica; Dique das Caxetas, no Jóquei; Sambaiatuba, no Jóquei e Avenida Brasil, na México-70.
O prefeito Tercio Garcia disse que o recurso chega em boa hora, justamente quando os canais das avenidas Alcides de Araújo e Sá Catarina já estão sendo aprofundados e também ganharão novas comportas. “Estamos conjugando forças para combater o histórico problema dos alagamentos”, disse.
As novas comportas terão o objetivo de impedir que a água proveniente do movimento das marés altas não entre nos canais de acumulação e drenagem, principalmente nos pontos críticos, situados abaixo do nível do mar. São áreas que, mesmo quando não chove, ficam alagadas. O projeto prevê a implantação de sistema complementar e preventivo de bombeamento, permitindo que, em casos de chuvas de grande intensidade que ocorram ao mesmo tempo com marés altas, a água do canal seja sugada e lançada ao estuário, como funciona na Holanda, país acostumado a conviver com a força das marés.
Outro ponto essencial do projeto é garantir a segurança, manutenção e operação destes equipamentos, uma vez que os reflexos de falhas no funcionamento ou na operação trarão prejuízos a muitos moradores das regiões de atendimento dos sistemas de drenagem. Hoje, estes equipamentos ficam a céu aberto e sujeitos a todo tipo de vandalismo e depredação, pois somente uma garrafa PET, que venha a bloquear a comporta tradicional, pode levar a enchentes no bairro.
A comporta ficará aberta quando não chover forte e nos períodos de maré baixa, esvaziando o canal. E será fechada nos períodos de maré alta. O sistema de bombeamento contém um protocolo de operação preventiva, acompanhando tanto o movimento das marés como as previsões do tempo. O projeto levou em consideração as necessidades de cada canal de drenagem.
A Operação Atenção será acionada quando da previsão de ressacas ou tempestades. Neste caso será observada a tábua da maré para o horário de previsão e a situação do canal (quantidade de água). Com maré alta inicia-se o bombeamento preventivo para aumentar a capacidade de depósito do canal, antecipando a precipitação chuvosa. Se for caso de ressaca (marés mais altas que o normal) deve-se monitorar o nível de água acumulada no canal e, quando o mesmo atingir o nível de segurança, iniciar o bombeamento.
Quando da ocorrência de chuvas constantes serão monitorados a tábua das marés e os canais, mantendo sempre o nível de segurança através do sistema de operação, que prevê comporta e bombeamento, de acordo com a necessidade. “Na maré alta fechamos a comporta e acionamos o bombeamento para manter a água dos canais nos níveis de segurança, aumentando a quantidade de água bombeada de acordo com a necessidade. A maré baixou, abre –se a comporta e liberam-se as águas, monitorando até o nível de segurança”, explicou Elisabete.
Erro do passado - O ex-prefeito e deputado federal Márcio França lembra que o novo sistema visa a resolver problemas causados pelas ocupações irregulares. “São Vicente sofre enchentes, principalmente, porque loteamentos foram implantados em cotas altimétricas mais baixas que as marés altas, consequência da construção dos diques pelo DNOS, na década de 50 do século passado. Nessa época, São Vicente tinha baixa ocupação e taxa de impermeabilização ainda menor”, afirmou.
Márcio lembrou que nas décadas de 70 e 80 ocorreu intensa urbanização de forma desordenada, gerando vários assentamentos precários e irregulares, fixados exatamente sobre os diques, os leitos dos rios e canais de acumulação, criando uma situação bastante complicada. “Hoje, através de diversos projetos habitacionais e de urbanização em andamento, a Prefeitura está desocupando os diques e os leitos dos canais, eliminando as palafitas e implantando a infraestrutura necessária para toda essa população. Porém, ainda assim, nos deparamos com frequentes enchentes. Por isso a necessidade deste novo sistema de comportas e de manutenção”.
Márcio parabenizou o esforço da equipe de técnicos da UEL, que elaborou os projetos e soube aproveitar sua emenda. “Sem bons projetos não se consegue o recurso. Mas nosso pessoal foi rápido e conseguiu o investimento que, certamente, vai trazer mais qualidade de vida à grande parte da população que ainda sofre com as enchentes”.
26/12/2011
17/01/2026
Limeira abre licitação para apreensão de animais por R$ 246 mil
A Prefeitura de Limeira, por meio da Secretaria Mu...16/01/2026
Estado publica licitação para reforma e ampliação da unidade da HEMOBA em Brumado
A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) p...17/01/2026
Amambai lança licitação de R$ 12,8 milhões para renovar frota de veículos
A Prefeitura de Amambai, a 338 km de Campo Grande,...16/01/2026
Prefeitura lança licitação para pavimentar a Vila Mezzomo
Ponta Grossa lança, neste mês, a primeira de uma s...