Se o metrô funcionasse, a prefeitura poderia até usá-lo nas buscas, mas, na falta dele, a administração municipal está precisando mesmo é correr atrás de alguém que esteja disposto a finalmente colocá-lo para rodar.
Isso porque todas as seis empresas que analisaram um edital de licitação aberto em julho pela prefeitura em busca de alguém que colocasse os trens para funcionar rejeitaram o contrato.
“Isso chega a ser frustrante. Dependemos só disso para operacionalizar o metrô”, disse o secretário de Transportes e Infraestrutura (Setin), José Luiz Costa, sem querer revelar o nome das empresas consultadas.
Em dezembro do ano passado, o prefeito João Henrique garantiu que o metrô estaria funcionando no 1º semestre deste ano. Nesta quinta (23), a assessoria disse que a agenda do prefeito está lotada e indicou a Setin para falar sobre o tema.
O secretário explica que a proposta ainda não era nem para operar efetivamente o sistema, mas para fazer “revitalização e testes” do trecho Lapa - AcessoNorte. As obras de recuperação seriam necessárias, segundo Costa, para fazer reparos por conta de desgastes e pequenas avarias.
Os trens do metrô estão parados há quatros anos - chegaram à cidade, novos, em novembro de 2008. Em junho deste ano, o CORREIO mostrou que uma das composições já tem até rachadura. Ontem, a equipe teve acesso às dependências da Estação Acesso Norte e viu fiações expostas, portas quebradas, mato tomando conta e muita sujeira.“Tudo isso só piora se não colocar o metrô em operação. Por isso temos que correr”, pontua Costa.
Última cartada
O secretário disse que uma nova licitação para procurar empresas interessadas será aberta ainda este mês. “Se novamente não houver interesses, vamos pedir dispensa de licitação e fazer uma contratação direta, conforme previsto na Lei de Licitações, que permite a prestação de serviço em situações emergenciais, serviços de alta complexidade ou falta de interesse”, diz.
O prazo estabelecido pela própria Setin para conseguir uma empresa é 30 de setembro. “Outubro ficaria para ajustes. Teremos novembro e dezembro para começar os trabalhos de revitalização dos vagões, estações, e depois realizar os testes e a fase de pré-operação, funcionando para a população gratuitamente”, declara o secretário.
Entre os motivos apresentados à prefeitura pelas empresas que recusaram operar o metrô de Salvador estão a dificuldade de montar um escritório na cidade e o excesso de contratos com outras instituições no país.
Mas o próprio secretário acha que o motivo real é outro: as empresas estariam ressabiadas de firmar contrato no fim da gestão de João Henrique, já que não haveria garantia de permanência na exploração do serviço a partir do ano que vem.
“Não vejo outro motivo. O contrato e os valores estão iguais a outras cidades que já operam o sistema. Pra mim esta insegurança por parte das empresas é o fator determinante. Essa é minha opinião”, declara.
Questionado se o fato de as empresas terem apenas seis quilômetros para operar não seria um entrave, o secretário disse que não. Segundo ele, a prefeitura ou o governo subsidiaria uma parcela do valor das passagens. “Isso é comum em outras capitais e não seria motivo para preocupação para prejuízo”, completa.
Para José Luiz Costa, Salvador está numa má fase. “São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba tiveram problemas na implementação do metrô, mas depois provaram que é viável. Salvador está passando por isso”, argumenta.
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