Após suspender o contrato em decorrência da Operação Rêmora, a Secretaria de Estado de Educação, Esporte e Lazer (Seduc) realiza, no próximo dia 21 deste mês, licitação para selecionar empresa de engenharia que irá construir a escola padrão "Mário de Castro", no Pedra 90, em Cuiabá. Ao todo, 16 contratos foram cancelados pela Seduc em maio do ano passado por conta da operação.
Agora, novas licitações estão sendo realizadas após um termo de ajustamento (TAC) firmado com o Ministério Público do Estado (MPE). No caso da “Mário de Castro”, a concorrência pública está prevista para acontecer a partir das 14 horas, no auditório da Seduc, que fica no Centro Político Administrativo (CPA).
Pelo projeto, a unidade contará com 16 salas de aula, sala de articulação, biblioteca e laboratórios de física, informática e química. Também estão previstos refeitório com cozinha, depósitos de utensílios e de alimentos, sanitários, vestuários feminino e masculino, quadra poliesportiva, além das instalações elétricas, hidrossanitárias e de combate a incêndio e pânico.
Inicialmente, os serviços estão orçados em R$ 8 milhões. A Seduc há havia aberto licitação, no início deste ano, para a construção e reforma de cinco unidades, incluindo, a Mário de Castro. Para esta unidade, o certame estava marcado para o dia 23 de janeiro passado. Porém, a Seduc tem tido dificuldades em selecionar as empresas uma vez que as participantes fazem parte da Operação Rêmora. Como ainda não foram julgadas ou condenadas, não há o que impeçam de participarem da concorrência pública.
Entre outros, alguns dos contratos atingidos pela operação referem-se às escolas Santa Claudina, em Santo Antônio do Leverger, André Maggi e Adolfo Augusto Moraes, ambas em Rondonópolis, André Avelino Ribeiro e João Panarotto, as duas na capital, a Escola Estadual José Mariano Bento, em Barra do Bugres, e a Professora Alda Gawlins Scopel, em Primavera do Leste.
A Operação Rêmora foi deflagrada em maio do ano passado pelo Grupo de Atuação de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que apurou fraudes em licitações para obras de reforma e construção de escolas estaduais em Mato Grosso. No total, as obras teriam custo de R$ 56 milhões.
À época foram presos pelas fraudes, durante a primeira fase da operação, os ex-servidores da Seduc, Fábio Frigeri, Wander Luiz dos Reis, Moisés Dias da Silva, além do empresário Giovani Guizardi. Em julho do ano passado, foi preso o ex-secretário Permínio Pinto Filho.
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